Análise qualidade de escaneamento 3D fotogramétrico de baixo custo
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Resumo
A digitalização tridimensional tem se consolidado como ferramenta útil em fluxos de engenharia reversa, documentação geométrica e inspeção assistida por computador. Entretanto, a utilidade técnica de um modelo reconstruído não depende apenas de sua aparência visual, mas de sua capacidade de preservar dimensões e formas com estabilidade suficiente para a aplicação pretendida. Nesse contexto, o presente trabalho avaliou a qualidade dimensional de um fluxo fotogramétrico de baixo custo, processado no Agisoft Metashape Standard e analisado geometricamente no Siemens NX, tomando como referência medições físicas repetidas em um corpo de prova contendo doze furos nominais de 10 mm. Os resultados mostraram subestimação sistemática de todos os furos avaliados, com erro médio assinado de −2,136 mm, erro absoluto médio de 2,136 mm, erro relativo médio absoluto de 21,55 % e dispersão digital substancialmente maior que a física. O desvio padrão médio das medições digitais foi aproximadamente 29,8 vezes superior ao desvio padrão médio das medições físicas. A amplitude entre as médias digitais dos furos foi artificialmente ampliada em relação ao conjunto físico, evidenciando perda de fidelidade relativa entre características nominalmente semelhantes. Os resultados sustentam que o fluxo avaliado é suficiente para representação de macrogeometria e para engenharia reversa conceitual, mas inadequado, na forma como foi executado, para inspeção dimensional de furos internos de 10 mm. As causas discutidas ao longo do texto, como limitações de textura, oclusão geométrica, suavização de malha e sensibilidade do ajuste geométrico, são tratadas como interpretações técnicas plausíveis à luz dos resultados experimentais e da literatura consultada.
