
Submissões Recentes
A tática do deslize: O skate como arte de criação do espaço
( 2026-07-17 )
Borges de Oliveira, Rafael; Parrela Tostes, Simone; Cortezão Freire, Simone; Luiz Thadeu da Silva, Breno; Rochebois Quintão, Louise
A pesquisa posiciona o skatista como praticante e
inventor de uma nova experiência do espaço.
Neste caso, a abordagem trata do skatista de rua
sob uma ótica diferente de um lazer circunscrito, o
skate de rua depende da imprevisibilidade, do
acesso livre ao espaço público e principalmente da
arquitetura não planejada estritamente para prática
do skate. A cidade, portanto, sob está ótica não é
apenas um cenário, mas a ferramenta e o ambiente
essencial para o skatista.
O estudo traça o percurso temporal da prática,
investigando a relação entre corpo, objeto e os
espaços, até a consolidação do street skate como
uma prática inteiramente urbana e dependente da
infraestrutura da cidade.
Posteriormente a esta investigação. a pesquisa
analisa a cidade sobre a perspectiva do praticante,
dissecando como o skatista enxerga e reinterpreta
o espaço urbano através de uma ótica
arquitetônica, desenvolvendo seus metodos
próprios de leitura da metrópole.
O skatista mapeia a cidade em uma busca
incessante por novos locais, e traduz esta busca na
realização de sua prática, inventando um novo
fluxo de entendimento da cidade.
Além disso, e em sua fase final, é evidenciado
como se dá a formação e consolidação de pontos
nodais da cidade que treanscendem a arquitetura
para atuar como locais de encontro e sociabilidade,
atráves destes grupos de participantes da cultura.
Portanto, este trabalho argumentará que o que
denominaremos como 'tática do deslize' é um ato
de resistência dupla: é a defesa de uma prática e,
simultaneamente, a preservação do espaço público
como território de invenção social e encontro
coletivo. A pesquisa visa evidenciar que praticar e
skatear na rua é, fundamental para manutenção de
uma cultura viva, não domesticada. Ao mesmo
tempo, compreende-se que o skate não deixa de
participar de lógicas que ele parece contradizer, e
nesse sentido, o estudo pretende abordar o skate
como uma prática que opera na interseção entre o
tático e o estratégico, pautados nos conceitos de
Michel de Certeau e Henri Lefebvre revelando a
complexidade das relações entre corpo, espaço,
objeto e evidenciando como o espaço urbano é
continuamente reconfigurado por práticas
ordinárias que, ao mesmo tempo em que são
suscetíveis
à captura, mantêm aberta a
possibilidade de criação.
A Africa que nos ensina e a EPT que queremos construir
( 2026-09-26 )
Silva Fernandes Pontes, Raquel; Faleiros Silva, Matheus; Neves da Silva, Natalino; Luce Tavares, Marie; Magno de Jesus, Ângelo
A África que nos Ensina é um convite à escuta, ao reconhecimento e à valorização dos saberes africanos e afrodiaspóricos que sustentam vidas, comunidades e cosmovisões. Mais do que história, esta cartilha é memória viva. Mais do que conteúdo, é caminho. Ao entrelaçar educação, ancestralidade, cultura e território, a obra propõe um olhar sensível e crítico sobre as contribuições civilizatórias da África para o mundo e, em especial, para o Brasil. Uma leitura indispensável para educadores(as), estudantes, pesquisadores(as) e todas as pessoas comprometidas com uma educação emancipadora e transformadora.
Relações étnico-raciais na Educação Profissional e Tecnológica: o potencial transformador de uma educação afrocentrada
( 2026-09-26 )
Silva Fernandes Pontes, Raquel; Faleiros Silva, Matheus; Neves da Silva, Natalino; Luce Tavares, Marie; Magno de Jesus, Ângelo
Esta pesquisa de mestrado, desenvolvida no âmbito do programa ProfEPT, vincula-se à linha de pesquisa Organização e Memórias de Espaços Pedagógicos na Educação Profissional e Tecnológica e ao Macroprojeto 5 - Organização do currículo integrado na EPT. De natureza qualitativa, aplicada e exploratório-descritiva, o trabalho tem como objetivo central analisar as potencialidades da implementação de uma educação afrocentrada por meio da aplicação da Lei 10.639/2003 nos Cursos Técnicos Integrados (Metalurgia, Mineração e Edificações) do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) - Campus Ouro Preto. Metodologicamente, empregou-se a Análise Temática para examinar dois conjuntos de dados: um oriundo de pesquisa documental nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) e outro proveniente de imersão etnográfica em Centros Culturais de Tradição Iorubá. Os resultados da investigação documental revelaram um cenário de epistemicídio estrutural, evidenciando o cumprimento meramente burocrático da legislação e o apagamento sistêmico das contribuições científicas africanas no núcleo técnico, fundamentado sob a hegemonia de uma narrativa economicista e eurocêntrica. Em contrapartida, a etnografia anunciou um vasto repertório de saberes afrocentrados, abrangendo arquétipos civilizatórios, éticas de convivência e legados tecnológicos ancestrais. Como intervenção prática na área de Ensino, desenvolveu-se um produto educacional validado pelos pares: a cartilha didático-pedagógica "A África que nos Ensina e a EPT que Queremos Construir". O valor e a originalidade do estudo residem em sua proposição de decolonização curricular, que supera o isolamento folclórico de África e conecta o patrimônio científico afrodiaspórico diretamente às disciplinas exatas e tecnológicas. Conclui-se que a educação afrocentrada constitui um imperativo de reparação histórica e emancipação epistêmica, demonstrando imenso potencial transformador para consolidar uma Educação Profissional e Tecnológica verdadeiramente integral e cidadã.
Currículo, Território e Cidadania: proposição de habilidades críticas para o ensino de Geografia na Rede Municipal de Ouro Preto / MG
( 2026-07-09 )
Campos, Giomar de Assis; Santos, Igor Rafael Torres; Oliveira, Diego Alves de; Fonseca , Venilson Benigno
A cartilha pedagógica foi desenvolvida para servir como um instrumento prático de apoio ao planejamento e à prática docente no ensino de Geografia. O trabalho busca enriquecer as orientações do Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) e da BNCC, integrando a teoria crítica do currículo à realidade socioespacial, ambiental, cultural e histórica do município de Ouro Preto/MG e de seus distritos. O material propõe a superação de abordagens puramente descritivas, articulando os conteúdos escolares ao território vivido e estimulando o pensamento autônomo, a formação cidadã, a empatia e a participação social ativa dos estudantes.
A extensão universitária como caminho para uma educação antirracista – um relato de experiência
( 2025-12-18 )
Caé da Silva , Verônica; Ventura de Souza Fernandes, Juliana; Oliveira, Ludmila Santos de; Barros , Monica do Nascimento
O artigo descreve a experiência de atividades educativas antirracistas desenvolvidas em uma unidade pública de acesso à ciência, tecnologia e inovação do município do Rio de Janeiro. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre educação em saúde realizado em nov/2024, pela autora e extensionistas no evento “Festival da Ciência 2024”. A ação promovida pelo projeto “Práticas Sociais Educativas na Rede de Atenção”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, contou com cerca de 70 pessoas e foi realizada por meio de conversa a partir do uso de um quiz, incentivo à escrita de palavras de combate ao racismo em post it para afixação em banner com a figura de uma árvore baobá e entrega de mudas de reflorestamento com frases antirracistas. O encontro possibilitou aprendizagem significativa. A experiência destaca a importância da educação antirracista desenvolvida em espaços públicos, que combina a linguagem acessível e o uso de tecnologias inovadoras com práticas ancestrais como a roda de conversa, a oralidade, o acolhimento e o afeto. Essa abordagem contribui para a construção de uma sociedade menos desigual e mais equitativa em seus aspectos sócio-culturais e estruturais.
