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A Africa que nos ensina e a EPT que queremos construir
( 2026-09-26 ) Silva Fernandes Pontes, Raquel; Faleiros Silva, Matheus; Neves da Silva, Natalino; Luce Tavares, Marie; Magno de Jesus, Ângelo
A África que nos Ensina é um convite à escuta, ao reconhecimento e à valorização dos saberes africanos e afrodiaspóricos que sustentam vidas, comunidades e cosmovisões. Mais do que história, esta cartilha é memória viva. Mais do que conteúdo, é caminho. Ao entrelaçar educação, ancestralidade, cultura e território, a obra propõe um olhar sensível e crítico sobre as contribuições civilizatórias da África para o mundo e, em especial, para o Brasil. Uma leitura indispensável para educadores(as), estudantes, pesquisadores(as) e todas as pessoas comprometidas com uma educação emancipadora e transformadora.
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Relações étnico-raciais na Educação Profissional e Tecnológica: o potencial transformador de uma educação afrocentrada
( 2026-09-26 ) Silva Fernandes Pontes, Raquel; Faleiros Silva, Matheus; Neves da Silva, Natalino; Luce Tavares, Marie; Magno de Jesus, Ângelo
Esta pesquisa de mestrado, desenvolvida no âmbito do programa ProfEPT, vincula-se à linha de pesquisa Organização e Memórias de Espaços Pedagógicos na Educação Profissional e Tecnológica e ao Macroprojeto 5 - Organização do currículo integrado na EPT. De natureza qualitativa, aplicada e exploratório-descritiva, o trabalho tem como objetivo central analisar as potencialidades da implementação de uma educação afrocentrada por meio da aplicação da Lei 10.639/2003 nos Cursos Técnicos Integrados (Metalurgia, Mineração e Edificações) do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) - Campus Ouro Preto. Metodologicamente, empregou-se a Análise Temática para examinar dois conjuntos de dados: um oriundo de pesquisa documental nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) e outro proveniente de imersão etnográfica em Centros Culturais de Tradição Iorubá. Os resultados da investigação documental revelaram um cenário de epistemicídio estrutural, evidenciando o cumprimento meramente burocrático da legislação e o apagamento sistêmico das contribuições científicas africanas no núcleo técnico, fundamentado sob a hegemonia de uma narrativa economicista e eurocêntrica. Em contrapartida, a etnografia anunciou um vasto repertório de saberes afrocentrados, abrangendo arquétipos civilizatórios, éticas de convivência e legados tecnológicos ancestrais. Como intervenção prática na área de Ensino, desenvolveu-se um produto educacional validado pelos pares: a cartilha didático-pedagógica "A África que nos Ensina e a EPT que Queremos Construir". O valor e a originalidade do estudo residem em sua proposição de decolonização curricular, que supera o isolamento folclórico de África e conecta o patrimônio científico afrodiaspórico diretamente às disciplinas exatas e tecnológicas. Conclui-se que a educação afrocentrada constitui um imperativo de reparação histórica e emancipação epistêmica, demonstrando imenso potencial transformador para consolidar uma Educação Profissional e Tecnológica verdadeiramente integral e cidadã.
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Currículo, Território e Cidadania: proposição de habilidades críticas para o ensino de Geografia na Rede Municipal de Ouro Preto / MG
( 2026-07-09 ) Campos, Giomar de Assis; Santos, Igor Rafael Torres; Oliveira, Diego Alves de; Fonseca , Venilson Benigno
A cartilha pedagógica foi desenvolvida para servir como um instrumento prático de apoio ao planejamento e à prática docente no ensino de Geografia. O trabalho busca enriquecer as orientações do Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) e da BNCC, integrando a teoria crítica do currículo à realidade socioespacial, ambiental, cultural e histórica do município de Ouro Preto/MG e de seus distritos. O material propõe a superação de abordagens puramente descritivas, articulando os conteúdos escolares ao território vivido e estimulando o pensamento autônomo, a formação cidadã, a empatia e a participação social ativa dos estudantes.
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A extensão universitária como caminho para uma educação antirracista – um relato de experiência
( 2025-12-18 ) Caé da Silva , Verônica; Ventura de Souza Fernandes, Juliana; Oliveira, Ludmila Santos de; Barros , Monica do Nascimento
O artigo descreve a experiência de atividades educativas antirracistas desenvolvidas em uma unidade pública de acesso à ciência, tecnologia e inovação do município do Rio de Janeiro. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre educação em saúde realizado em nov/2024, pela autora e extensionistas no evento “Festival da Ciência 2024”. A ação promovida pelo projeto “Práticas Sociais Educativas na Rede de Atenção”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, contou com cerca de 70 pessoas e foi realizada por meio de conversa a partir do uso de um quiz, incentivo à escrita de palavras de combate ao racismo em post it para afixação em banner com a figura de uma árvore baobá e entrega de mudas de reflorestamento com frases antirracistas. O encontro possibilitou aprendizagem significativa. A experiência destaca a importância da educação antirracista desenvolvida em espaços públicos, que combina a linguagem acessível e o uso de tecnologias inovadoras com práticas ancestrais como a roda de conversa, a oralidade, o acolhimento e o afeto. Essa abordagem contribui para a construção de uma sociedade menos desigual e mais equitativa em seus aspectos sócio-culturais e estruturais.
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O ensino de Geografia e a formação cidadã: uma leitura crítica das práxis docentes à luz do Currículo Referência de Minas Gerais
( 2026-07-09 ) Campos, Giomar de Assis; Santos, Igor Rafael Torres; Oliveira , Diego Alves de; Fonseca , Venilson Benigno
Esta dissertação analisa, à luz da Teoria Crítica do Currículo e da Geografia Crítica, como o Componente Curricular Geografia é orientado pelo Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) e de que maneira essas diretrizes articulam-se às práxis de professores da Rede Municipal de Ensino de Ouro Preto/MG na promoção da formação cidadã. Fundamenta-se na concepção de currículo como artefato político e cultural (Apple, Giroux, Silva), na cidadania enquanto prática social e direito historicamente construído (Marshall, Carvalho, Covre) e na Geografia escolar enquanto leitura crítica do espaço e do território vivido (Santos, Cavalcanti, Callai, Souza). Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e comparativo, que articulou análise documental do CRMG (Anos Finais do Ensino Fundamental) e entrevistas semiestruturadas com três docentes atuantes em unidades escolares situadas em distintos contextos socioterritoriais de Ouro Preto. Os dados foram interpretados por meio da Análise de Conteúdo (Bardin). Os resultados evidenciam que, embora o CRMG apresente prescrições voltadas à cidadania, sua estrutura alinhada ao currículo tende a priorizar uma racionalidade técnico-instrumental de caráter genérico. Em contrapartida, a práxis docente revela movimentos de resistência e ressignificação, nos quais os professores tensionam o currículo oficial ao incorporar as contradições socioespaciais e os saberes do território vivido pelos estudantes. Conclui-se que a formação cidadã efetiva-se nas brechas entre o currículo prescrito e o real, demandando autonomia e reflexão crítica docente. Como contribuição do Mestrado Profissional (PROFGEO), apresenta-se um Produto Técnico Educacional constituído por uma proposta de habilidades contextualizadas voltadas ao fortalecimento da cidadania no ensino de Geografia local.