
Submissões Recentes
A Rua Sapucaí como vitrine de uma nova expressão de centralidade noturna BeloHorizontina
( 2026-08-28 )
Lacerda, Lucas Henrique; Duarte, Ramon Coelho; Carvalho, Alex de; Santos, Igor Rafael Torres
O presente trabalho investigou a Rua Sapucaí, no Bairro Floresta, em Belo Horizonte, vista como uma centralidade urbana noturna emergente, verificando de qual maneira a requalificação promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) colaborou para a consolidação desse papel. Parte-se da ideia teórica de que a centralidade urbana resulta pela concentração de fixos e fluxos, além de processos de apropriação social e de uma construção simbólica do espaço e dialoga com autores como Lefebvre, Corrêa, Milton Santos, Harvey, Zukin e Smith. As etapas metodológicas consistiram em levantamento bibliográfico e documental, observação sistemática em campo, possibilitando analisar o perfil do público, as formas de uso do espaço público e a variação do fluxo de pessoas por dia e turno e uma análise digital de dados, coletados via Google Mapas e Instagram, o que permitiu classificar os estabelecimentos da via. Os resultados indicam que a Rua Sapucaí, como centralidade, não foi criada pela requalificação municipal, mas potencializada e formalizada por ela, além de ter sido submetida a processos de transformação espacial. A pesquisa mostra que a rua se consolidou como um espaço de lazer, sociabilidade e consumo noturno ao longo da última década a partir do uso cotidiano dos seus frequentadores, ao mesmo tempo que relata sinais graduais de seletividade socioespacial, processos já vistos antes na centralidade da Savassi. Conclui-se, então, que a observação empírica, juntamente as análises digitais, configura-se como uma chave metodológica para a compreensão para os estudos das centralidades noturnas, tema este, ainda pouco discutido pela geografia urbana brasileira. A Rua Sapucaí se configura hoje como um campo de disputa entre o valor de uso e valor de troca no espaço urbano.
Manual de compostagem utilizando resíduos ovinos
( 2025-09-30 )
Rezende, Giovana Evangelista Alves; Leite, Sibele Augusta Ferreira; Julimara dos Reis Oliveira Alves; Duarte, Neimar de Freitas; Rossoni, Hygor Aristides Victor; Jacques, Gabriel de Castro; Baldotto, Marihus Altoe
A relevância desta pesquisa reside na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes, utilizando resíduos orgânicos de ovinocultura para promover o desenvolvimento saudável de planta ornamental utilizada em paisagismo, o qual é um setor que vem crescendo cada vez mais, assim como a ovinocultura.. O objetivo principal foi realizar o reaproveitamento de resíduos provenientes de atividade agropecuária de ovinocultura, por meio da compostagem, avaliando a qualidade do composto e testando sua eficiência no cultivo de estacas da planta Costela-de-Eva (Monstera adansonii, Schott, 1830). Os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa envolveram quatro etapas principais. Na primeira, efetuou-se a revisão bibliográfica, com o objetivo de reunir informações sobre o tema tratado. A segunda etapa se deu pelo processo de compostagem de duas pilhas (composto 1 e composto 2), que foi iniciado com a coleta de resíduos, escolha do local adequado, montagem das pilhas da composteira e acompanhamento do processo de compostagem. Na terceira, ocorreu a avaliação da qualidade dos compostos produzidos, comparando-os com as amostras de referência (substrato comercial e resíduos in natura de ovinocultura), por meio de análises laboratoriais que quantificaram o teor de nutrientes, como cálcio, magnésio, alumínio, nitrogênio, fósforo, potássio e carbono, além da realização de análises, como pH, matéria orgânica, capacidade de retenção de água, condutividade elétrica e umidade. Ainda, como análise da avaliação da qualidade, executou-se o teste de respirometria, medindo emissões de CO2 e NH3, avaliando a estabilidade das amostras. E, na quarta etapa, foi analisado o cultivo de estacas da planta M. adansonii utilizando proporções do composto produzido (CO), areia (AR) e o substrato comercial (SC). O delineamento experimental foi blocos ao acaso, composto por 9 tratamentos e 10 repetições, totalizando 90 parcelas, sendo uma estaca por parcela: T1: (100% AR); T2 (75% AR + 25% CO); T3 (50% AR + 50% CO); T4 (25% AR + 75% CO); T5 (100% CO); T6 (75% AR + 25% SC); T7 ( 50% AR + 50% SC); T8 ( 25% AR + 75% SC); T9 ( 100% SC). Foram avaliados os seguintes critérios: sobrevivência, crescimento, massa seca da raiz, área foliar, número de folhas e tempo de emergência da primeira folha. Efetuaram-se análises estatísticas descritivas e também análises conduzidas no software R.Studio, com nível de significância estabelecido em 5% (α = 0,05). Os resultados mostraram que o composto orgânico 1 superou o substrato comercial em potássio, magnésio, matéria orgânica e carbono orgânico, e o composto orgânico 2, em potássio, matéria orgânica e carbono orgânico. Ambos os compostos orgânicos apresentaram baixas emissões de CO2 e NH3 no teste de respirometria, indicando a importância do processo de compostagem na estabilidade da matéria orgânica. No cultivo de M. adansonii, os tratamentos T3, T4 e T5 destacaram-se no crescimento, massa seca da raiz, área foliar, número de folhas e tempo de emergência da primeira folha, demonstrando a viabilidade do uso do composto orgânico à base de esterco ovino como substrato.
Produção e avaliação da qualidade de composto orgânico à base de esterco ovino e seu uso no cultivo de estacas da planta ornamental Costela-de-Eva (Monstera adansonii)
( 2025-09-30 )
Rezende, Giovana Evangelista Alves; Leite, Sibele Augusta Ferreira; Duarte, Neimar de Freitas; Rossoni, Hygor Aristides Victor; Jacques, Gabriel de Castro; Baldotto, Marihus Altoe
A relevância desta pesquisa reside na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis e eficientes, utilizando resíduos orgânicos de ovinocultura para promover o desenvolvimento saudável de planta ornamental utilizada em paisagismo, o qual é um setor que vem crescendo cada vez mais, assim como a ovinocultura.. O objetivo principal foi realizar o reaproveitamento de resíduos provenientes de atividade agropecuária de ovinocultura, por meio da compostagem, avaliando a qualidade do composto e testando sua eficiência no cultivo de estacas da planta Costela-de-Eva (Monstera adansonii, Schott, 1830). Os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa envolveram quatro etapas principais. Na primeira, efetuou-se a revisão bibliográfica, com o objetivo de reunir informações sobre o tema tratado. A segunda etapa se deu pelo processo de compostagem de duas pilhas (composto 1 e composto 2), que foi iniciado com a coleta de resíduos, escolha do local adequado, montagem das pilhas da composteira e acompanhamento do processo de compostagem. Na terceira, ocorreu a avaliação da qualidade dos compostos produzidos, comparando-os com as amostras de referência (substrato comercial e resíduos in natura de ovinocultura), por meio de análises laboratoriais que quantificaram o teor de nutrientes, como cálcio, magnésio, alumínio, nitrogênio, fósforo, potássio e carbono, além da realização de análises, como pH, matéria orgânica, capacidade de retenção de água, condutividade elétrica e umidade. Ainda, como análise da avaliação da qualidade, executou-se o teste de respirometria, medindo emissões de CO2 e NH3, avaliando a estabilidade das amostras. E, na quarta etapa, foi analisado o cultivo de estacas da planta M. adansonii utilizando proporções do composto produzido (CO), areia (AR) e o substrato comercial (SC). O delineamento experimental foi blocos ao acaso, composto por 9 tratamentos e 10 repetições, totalizando 90 parcelas, sendo uma estaca por parcela: T1: (100% AR); T2 (75% AR + 25% CO); T3 (50% AR + 50% CO); T4 (25% AR + 75% CO); T5 (100% CO); T6 (75% AR + 25% SC); T7 ( 50% AR + 50% SC); T8 ( 25% AR + 75% SC); T9 ( 100% SC). Foram avaliados os seguintes critérios: sobrevivência, crescimento, massa seca da raiz, área foliar, número de folhas e tempo de emergência da primeira folha. Efetuaram-se análises estatísticas descritivas e também análises conduzidas no software R.Studio, com nível de significância estabelecido em 5% (α = 0,05). Os resultados mostraram que o composto orgânico 1 superou o substrato comercial em potássio, magnésio, matéria orgânica e carbono orgânico, e o composto orgânico 2, em potássio, matéria orgânica e carbono orgânico. Ambos os compostos orgânicos apresentaram baixas emissões de CO2 e NH3 no teste de respirometria, indicando a importância do processo de compostagem na estabilidade da matéria orgânica. No cultivo de M. adansonii, os tratamentos T3, T4 e T5 destacaram-se no crescimento, massa seca da raiz, área foliar, número de folhas e tempo de emergência da primeira folha, demonstrando a viabilidade do uso do composto orgânico à base de esterco ovino como substrato.
Avaliação formativa e metacognição: contribuições e limites para a autorregulação da aprendizagem
( 2026-10-10 )
Pinheiro, Giovanna Aniele Martins; Oliveira, Nédia Maria; Marques, Fernanda Pedrosa Coutinho; Rezende, Paula Andréa de Oliveira e Silva
O presente trabalho tem como objetivo analisar, à luz da literatura educacional, a relação entre a avaliação formativa e o desenvolvimento da metacognição e da autorregulação da aprendizagem no processo de ensino-aprendizagem, considerando suas contribuições e limites. Parte-se do seguinte problema de pesquisa: em que medida a avaliação formativa pode contribuir para o desenvolvimento da metacognição e da autorregulação da aprendizagem? Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e caráter exploratório, realizada a partir do levantamento e da análise de produções acadêmicas disponíveis nas bases SciELO, ERIC e Google Acadêmico. A discussão articula os referenciais de Perrenoud, Black e Wiliam, Hattie e Timperley, no campo da avaliação formativa, aos de Flavell, Vygotsky, Brown e Zimmerman, no campo da metacognição e da autorregulação da aprendizagem. A literatura analisada indica que a avaliação formativa, quando estruturada em torno de feedback qualitativo, autoavaliação, avaliação entre pares e critérios de aprendizagem explícitos, pode favorecer o desenvolvimento de processos metacognitivos e autorregulatórios. Entretanto, essa contribuição não ocorre de forma automática, estando condicionada a fatores pedagógicos, institucionais e culturais, especialmente à superação da centralidade da nota e ao uso intencional das evidências de aprendizagem. Conclui-se que a avaliação formativa apresenta potencial para contribuir para o desenvolvimento metacognitivo e autorregulatório, embora sua efetividade dependa da intencionalidade pedagógica, da qualidade das estratégias avaliativas e das condições em que são implementadas. Recomenda-se que estudos futuros investiguem empiricamente essa relação em diferentes contextos educacionais.
Guia para aula de campo de Geografia: Parque Estadual Paulo César Vinha
( 2026-08-28 )
Valadares, Cleberson; Souza Júnior, Carlos Roberto Bernardes de; Silva , Leonardo Luiz Silveira da; Silva , Paulo Eduardo Alves Borges da; Silva , Paulo Eduardo Alves Borges da
A dissertação "A Aula de Campo como Metodologia de Ensino da Geografia: O Estudo de caso Parque Estadual Paulo César Vinha" propôs uma didática interativa e imersiva com a utilização de aulas extraclasse (aulas de campo) sistematizada no ensino de Geografia. O objetivo foi investigar como aconteceu a absorção dos conteúdos programáticos da aprendizagem dos discentes durante as aulas discursivas e como as aulas de campo podem ajudar a melhorar a aprendizagem dos alunos com um ensino in loco, bem como as atividades pedagógicas desenvolvidas nas etapas de pré-campo, nas experiências extraclasse e nas reflexões pós-campo contribuem para o ensino da geografia. A metodologia adotada foi a qualiquantitativa, com realização de revisão bibliográfica e com análise de dados coletados no decorrer das aulas e dos questionários aplicados no pré-campo e no pós-campo. Desenvolveu-se, ainda, um produto educacional para servir como guia para outros discentes na organização e realização de aulas de campo em todas as etapas do processo. Esse material pedagógico foi pensado para ser adaptado a diferentes contextos, possibilitando sua utilização nas aulas de campo, independentemente do conteúdo ministrado. Este trabalho demonstrou que as aulas de campo, como estratégia pedagógica, constituem um instrumento valioso para a educação ambiental, especialmente para o ensino de geografia, por favorecerem o processo de ensino aprendizagem e contribuírem para a formação de discentes conscientes e críticos acerca da importância da preservação ambiental para a manutenção da vida no planeta. Como produto educacional, foi elaborada uma cartilha digital em formato de um manual para que outros professores que desejam fazer aulas de campo possam utilizá-lo. O material tem como finalidade orientar o planejamento e a execução dessa prática pedagógica na mais perfeita ordem e tranquilidade. Além disso oferece subsídios para os caminhos possíveis a fim de evidenciar os erros e percalços que possam ocorrer antes e durante a realização das aulas de campo, independente da abordagem e bioma que queiram trabalhar. Dessa forma, o material contribuiu para a qualificação da prática docente e para o fortalecimento do ensino aprendizado dos discentes.
Palavras-chave: Aulas de campo; Ensino de geografia; Educação ambiental.
