Capacitação em Gastronomia: cursos FICS para colaboradores na região de Ouro Preto, MG

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A pesquisa analisa os fatores que dificultam a capacitação profissional na área da cozinha em Ouro Preto, tomando como referência o curso de Formação Inicial e Continuada de Cozinheiro Geral, ofertado pelo Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Ouro Preto em 2011. O estudo examinou 50 inscrições, considerando variáveis socioeconômicas e educacionais, bem como trajetórias profissionais, motivações, barreiras e expectativas relatadas pelos candidatos. O objetivo consistiu em compreender de que modo o perfil dos inscritos e suas condições de vida influenciam o acesso, a permanência e a conclusão do curso, além de investigar as possibilidades de inserção e reinserção no mercado de trabalho local. A pesquisa adotou caráter descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa e qualitativa. Os dados quantitativos foram organizados em gráficos e tabelas, enquanto a análise qualitativa das falas utilizou a técnica de análise de conteúdo, permitindo categorização em eixos temáticos. Os resultados indicaram predominância feminina entre os inscritos (85%), concentração etária entre 26 e 55 anos e diversidade de níveis de escolaridade, com maior presença de candidatos com ensino médio completo. A maior parte residia em Ouro Preto, seguida por Mariana e distritos próximos, evidenciando a função regional do campus. O estado civil revelou prevalência de solteiros, seguidos por casados, divorciados e em união estável. As trajetórias profissionais foram marcadas por experiências em atividades informais e empregos de baixa remuneração, refletindo a vulnerabilidade social do público atendido. As motivações mais recorrentes se relacionaram à busca por qualificação formal, melhores condições de vida, independência financeira e reconhecimento profissional. Entre as barreiras, se destacam a dificuldade de conciliar responsabilidades familiares, os custos de transporte e a baixa renda. Já as expectativas apontam tanto para a inserção no mercado formal quanto para o empreendedorismo no setor gastronômico regional. A análise evidenciou que o curso cumpre papel relevante como política de democratização do acesso à educação profissional, mas enfrenta limites estruturais quando não articulado a políticas públicas de permanência estudantil e valorização da mão de obra. Conclui-se que os cursos de Formação Inicial e Continuada podem contribuir para a inclusão social e produtiva, desde que integrados a estratégias de desenvolvimento regional e de fortalecimento do setor de alimentação fora do lar.


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