As políticas curriculares oficiais e a Geografia Escolar: uma análise a partir das questões multiculturais na rede pública de ensino do município de São Paulo
Data
Autor(es)
Orientado(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Esta dissertação tem como objeto de estudo as orientações curriculares publicadas pelos agentes institucionais que regulam a oferta de educação básica no município de São Paulo. O recorte deste trabalho é o estudo do ensino de Geografia em comunidades multiculturais. A pergunta principal de pesquisa é se as orientações oficiais oferecem subsídios para esse trabalho específico. O objetivo central é compreender os documentos curriculares na perspectiva da Geografia Escolar e das aprendizagens significativas, considerando um aspecto da realidade social (neste caso, as comunidades multiculturais). Para tanto, optou-se pela análise documental da BNCC e do Currículo da Cidade de São Paulo sob o prisma de referenciais teóricos que articulam a teoria curricular, os pressupostos da Geografia Escolar e as aprendizagens essenciais, tendo como recorte material as comunidades multiculturais formadas a partir dos fluxos migratórios internacionais. Como resultado deste estudo, constatou-se que os documentos curriculares, desde a sua produção, apontam para o desenvolvimento de habilidades para que os sujeitos, alheios às contradições sociais, estejam adaptados a resolução de testes padronizados. Sendo assim, o ensino de Geografia, diante desse modelo curricular, não dialoga com a espacialidade produzida a partir das relações multiescalares. O caso específico das comunidades multiculturais demonstra a necessidade de uma construção curricular capaz de promover aprendizagens condizentes com a realidade material. Para fomentar discussões e debates entre os docentes de Geografia, desenvolveu-se como recurso educacional um livreto sobre os limites da BNCC e o Currículo da Cidade e possibilidades de construção curricular na perspectiva do ensino pela pesquisa.
