Avaliação da transmissibilidade de Fitoplasmas e Spiroplasmas via sementes de milho

Autor(es)

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Doutor Carlos Manuel de Oliveira

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Abstract

Seeds generally have a great potential for spreading diseases over long and short distances, infecting hitherto areas free from specific phytopathogens. Corn seeds are responsible for the spread of diseases in their cultivation, but for Corn Stunt Spiroplasm and Maize Bushy Stunt, which are currently challenging the profitable success of the crop, seed transmission is meager studied. Its main transmission route is the vector insect Dalbulus maidis (corn leafhopper) and the organisms responsible for corn stunt are bacteria from Mollicutes class, which distinguish from the others by the absence of cell wall. Spiroplasma kunkelii is responsible for Corn Stunt Spiroplasm and phytoplasma is responsible for Maize Bushy Stunt. These phytopathogens colonize the maize plant’s phloem affecting directly on the production’s decline. Thus, the goal was to evaluate the transmission of Corn Stunt through corn seeds. The work was conducted at IFMG-campus Bambuí from March to July, in 2019, following Completely Randomized Design in factorial scheme (4 cultivar and 2 experimental stations). Twenty-four maize plants, 12 plants under field conditions and 12 under protected environment from the vector insect have been studied in order to evaluate the symptoms of Corn Stunt from possibly infected seeds. Throughout the productive cycle, the sanitary conditions of the plants were observed. By the end of the experiment, 139 days after sowing, data were collected: amount of grain rows per ear and ear length. The conclusion was that for ear length and number of rows of grains per ear the cultivar SHS 7990 PRO2 and field environment differ statistically from the other cultivars and local, respectively. It was also concluded that for the conditions under which the experiment was conducted, the corn seeds did not transmit corn stunt, once they did not show characteristic leaf symptoms.


Resumo

As sementes em geral possuem um grande potencial de disseminação de doenças em curtas e longas distâncias, infectando áreas até então livres de fitopatógenos específicos. As sementes de milho são responsáveis por disseminação de doenças em seu cultivo, mas se tratando dos enfezamentos pálido e vermelho, que atualmente são desafiadores ao sucesso lucrativo da cultura, a transmissão via sementes ainda é pouco estudada. O seu principal veículo de transmissão é o inseto vetor Dalbulus maidis (Cigarrinha do milho) e os organismos responsáveis pelos enfezamentos na cultura do milho são bactérias da classe Mollicutes, que se distinguem das demais pela ausência de parede celular, sendo o Spiroplasma kunkelii responsável pelo enfezamento pálido e o fitoplasma (Maize Bushy Stunt) responsável pelo enfezamento vermelho. Esses fitopatógenos colonizam o floema das plantas milho afetando diretamente suas funções fisiológicas, implicando no declínio da produção. Diante desse problema objetivou-se avaliar a transmissão de enfezamentos pálido e vermelho via sementes de milho. O trabalho foi conduzido no IFMG-campus Bambuí no período de março a julho de 2019, adotando um Delineamento Inteiramente Casualizado em esquema fatorial 4x2 sendo 04 híbridos e 2 locais de semeadura. Foram estudadas 24 plantas de milho, 12 plantas em condições de campo e 12 em ambiente protegido do inseto vetor, a fim de avaliar os sintomas dos enfezamentos oriundos das sementes possivelmente infectadas. Ao longo do ciclo produtivo foram observadas as condições sanitárias das plantas. Ao final do experimento, 139 dias após a semeadura, foram coletados os dados: número de fileiras de grãos por espiga e comprimento de espiga. Chegando a conclusão que, para comprimento de espiga e número de fileiras de grãos por espiga a cultivar SHS 7990 PRO2 da empresa Santa Helena e o ambiente de campo se diferem estatisticamente das demais cultivares e locais respectivamente. Conclui-se também que para as condições nas quais o experimento foi conduzido, as sementes de milho não transmitiram os enfezamentos, visto que, não apresentaram sintomas foliares característicos dos enfezamentos.

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