Pertencimento ou não: Uma Leitura da Espacialidade do IFMG - campus Ouro Preto a Partir do Corpo Feminino

dc.contributor.advisorDuarte, Ramon Coelho
dc.contributor.authorZago, Ana Carolina
dc.contributor.refereeOliveira, Laís Maria de
dc.contributor.refereeNovais, Ana Elisa Costa
dc.date.accessioned2026-05-19T14:31:36Z
dc.date.created2026-03-03
dc.descriptionEsta pesquisa investiga as experiências de não pertencimento vivenciadas por mulheres no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – Campus Ouro Preto (IFMG-OP), evidenciando como as violências de gênero, os processos de docilização dos corpos e o estranhamento espacial operam sob a perspectiva das relações entre poder, espaço e dominação patriarcal. Fundamentada no feminismo decolonial e na perspectiva crítico-fenomenológica, a investigação busca compreender como a estrutura histórica e institucional da educação técnica reproduz e perpetua padrões de exclusão que incidem de forma específica sobre corpos femininos atravessados por marcadores de raça, classe, geração e sexualidade. A metodologia é de natureza qualitativa, estruturada em três eixos: entrevistas semiestruturadas realizadas com 17 estudantes mulheres, distribuídas entre o ensino médio integrado e o ensino superior; observação participante; e pesquisa documental e bibliográfica. A análise das narrativas revelou cinco dimensões fundamentais do não pertencimento: vigilância corporal constante, jornadas múltiplas e temporalidade exaustiva, patriarcado sofisticado, silenciamento institucional e resistências cotidianas. Os resultados confirmam que o IFMG-OP foi historicamente construído para formar mão de obra masculina em áreas técnicas, e que essa tradição continua operando, de forma mais sutil, nas estruturas físicas, pedagógicas e relacionais da instituição. Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia a potência transformadora dos coletivos feministas e das redes informais de solidariedade como estratégias fundamentais de permanência, empoderamento e resistência decolonial.
dc.description.abstractEsta investigación examina las experiencias de no-pertenencia vividas por mujeres en el Instituto Federal de Educación, Ciencia y Tecnología de Minas Gerais – Campus Ouro Preto (IFMG-OP), poniendo en evidencia cómo las violencias de género, los procesos de docilización de los cuerpos y el extrañamiento espacial operan desde la perspectiva de las relaciones entre poder, espacio y dominación patriarcal. Fundamentada en el feminismo decolonial y en la perspectiva crítico- fenomenológica, la investigación busca comprender cómo la estructura histórica e institucional de la educación técnica reproduce y perpetúa patrones de exclusión que inciden de manera específica sobre cuerpos femeninos atravesados por marcadores de raza, clase, generación y sexualidad. La metodología es de naturaleza cualitativa, estructurada en tres ejes: entrevistas semiestructuradas realizadas con 17 estudiantes mujeres, distribuidas entre la educación secundaria integrada y la educación superior; observación participante; e investigación documental y bibliográfica. El análisis de las narrativas reveló cinco dimensiones fundamentales del no-pertenencia: vigilancia corporal constante, jornadas múltiples y temporalidad agotadora, patriarcado sofisticado, silenciamiento institucional y resistencias cotidianas. Los resultados confirman que el IFMG-OP fue históricamente construido para formar mano de obra masculina en áreas técnicas, y que esa tradición continúa operando, de forma más sutil, en las estructuras físicas, pedagógicas y relacionales de la institución. Al mismo tiempo, la investigación evidencia la potencia transformadora de los colectivos feministas y de las redes informales de solidaridad como estrategias fundamentales de permanencia, empoderamiento y resistencia decolonial.
dc.identifier.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3540448178525491
dc.identifier.advisorOrcid0000-0001-9615-8520
dc.identifier.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6801157762099483
dc.identifier.authorOrcid0009-0000-7669-7383
dc.identifier.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/6153299469731980
dc.identifier.refereeLatteshttp://lattes.cnpq.br/0682061364021474
dc.identifier.refereeOrcid0000-0001-7333-9812
dc.identifier.refereeOrcid0000-0001-5730-6914
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/20.500.14387/3161
dc.language.isopor
dc.publisher.campiOuro Preto
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.institutionInstituto Federal de Minas Gerais
dc.publisher.programLicenciatura em Geografia
dc.rightsAcesso aberto
dc.subject.cnpqCiências Humanas
dc.subject.keywordsGênero
dc.subject.keywordsNão pertencimento
dc.subject.keywordsFeminismo decolonial
dc.subject.keywordsEducação técnica
dc.subject.keywordsEspacialidade
dc.titlePertencimento ou não: Uma Leitura da Espacialidade do IFMG - campus Ouro Preto a Partir do Corpo Feminino
dc.title.alternativePertenencia o no pertenencia: Una Lectura de la Espacialidad del IFMG - Campus Ouro Preto desde el Cuerpo Femenino
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso

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