Transtornos do espectro autista e TDAH em colaboradores não diagnosticados: como a gestão de pessoas pode colaborar para alcançar suas potencialidades na organização
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Resumo
O presente estudo analisa os desafios enfrentados por adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não diagnosticados no ambiente de trabalho e destaca o papel estratégico do setor de Recursos Humanos (RH) a Gestão de Pessoas na promoção de práticas inclusivas. A partir de revisão bibliográfica narrativa, identificou-se que a ausência de diagnóstico decorre de fatores como estigma, acesso limitado a serviços especializados e camuflagem social, resultando em sofrimento psíquico, subutilização de competências, alta rotatividade e dificuldades de desempenho profissional. Apesar disso, estudos demonstram que pessoas neurodivergentes, que neste trabalho, refere-se ao TEA e TDA, possuem potencialidades relevantes, como pensamento analítico, criatividade, hiperfoco e capacidade de inovação, que podem ser favorecidas mediante adaptações organizacionais simples e de baixo custo. Constatou-se ainda que práticas da Gestão de Pessoas como recrutamento inclusivo, feedback estruturado, job carving, ambientes sensorialmente acessíveis, protocolos formais de acomodação e programas de mentoria favorecem a segurança psicológica, o desempenho e a permanência desses colaboradores. Conclui-se que a inclusão de trabalhadores neurodivergentes, diagnosticados ou não, representa não apenas um compromisso ético e social, mas também uma estratégia competitiva para empresas que buscam inovação e produtividade sustentável.
