Salário emocional: efeitos do valor não financeiro na satisfação e retenção de talentos.
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Resumo
O estudo investiga como o salário emocional, composto por benefícios não financeiros, reconhecimento, bem-estar e qualidade das relações, influencia a satisfação e a retenção de trabalhadores da indústria do Alto Paraopeba. Partindo de um referencial teórico que aborda remuneração, teorias motivacionais e práticas humanizadas de gestão, a pesquisa adota abordagem qualitativa e utiliza entrevistas semiestruturadas com 24 profissionais de diferentes setores industriais. A análise de conteúdo revela que reconhecimento, ambiente saudável, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e oportunidades de desenvolvimento são fatores centrais para o engajamento. Os resultados demonstram que, embora o salário financeiro seja importante, o salário emocional exerce efeito decisivo na motivação, no bem-estar e na permanência dos trabalhadores, especialmente em ambientes marcados por sobrecarga emocional e relações fragilizadas. O estudo conclui que práticas de gestão humanizadas, comunicação eficaz e valorização simbólica fortalecem o clima organizacional, aumentam o sentimento de pertencimento e reduzem a rotatividade. Assim, evidencia que o salário emocional é um elemento estratégico para as organizações e para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis.
