Características do manejo e controle da mastite em bovinos leiteiros: estudo comparativo entre duas propriedades rurais em Minas Gerais
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Resumo
Este trabalho descreveu e comparou o manejo e o controle da mastite em duas propriedades leiteiras em, São Roque de Minas, MG, identificando as práticas mais efetivas e seus pontos de melhoria. Realizou-se um estudo de caso descritivo e comparativo de abordagem qualitativa, por meio de observação direta e levantamento de dados produtivos e sanitários. Foram avaliadas a infraestrutura, rotina de ordenha, protocolos de tratamento e indicadores como CCS e CBT. Como resultados, a Propriedade A (sistema intensivo/tecnificado, rebanho Holandês, 320 vacas e 39,8 L/dia) realiza três ordenhas, pré e pós-dipping, teste da caneca, cultura microbiológica e CCS mensal. Obteve ótimos índices: CCS de 130 mil células/mL, CBT de 10 mil UFC/mL e incidência de mastite clínica de 5% a 6%. A Propriedade B (sistema tradicional/familiar, rebanho Girolando, 50-70 vacas e 10 L/dia) realiza uma ordenha com bezerro ao pé, pré-dipping e CMT mensal. Registrou até três casos mensais de mastite, influenciados pela lama/umidade no período chuvoso, e carência de análises laboratoriais. O comparativo aponta que a tecnificação da fazenda A gerou melhores índices sanitários, mas a fazenda B provou que sistemas familiares adotam medidas preventivas eficazes e acessíveis, como CMT. Conclui-se que o controle da mastite exige um conjunto integrado de boas práticas e biosseguridade adaptado à realidade de cada produtor. Sistemas intensivos desafiam-se no rigor sanitário pelo grande volume de animais, enquanto os tradicionais enfrentam a padronização da rotina e o controle ambiental. Medidas higiênicas simples impactam diretamente a saúde do úbere e a qualidade do leite.
