Avaliação da gestão participativa nos parques estaduais abertos à visitação pública no Estado de Minas Gerais.

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Nesta pesquisa, avaliou-se a gestão participativa nos onze Parques Estaduais abertos à visitação pública no Estado de Minas Gerais, que se têm como base, conceitos de governança e participação social, os quais são aplicados aos espaços, legalmente, protegidos, pois são considerados Unidades de Conservação (UC) de proteção integral, destinadas para fins de conservação, proteção ambiental, pesquisa e turismo. Por meio de uma matriz de efetividade, foi possível fazer uma análise qualitativa em diferentes dimensões, cujos resultados evidenciam uma dominância de indivíduos do gênero masculino (68%) que residem em zonas urbanas (83%), sendo que, a maioria (55%) tem pós-graduação. Ademais há aspectos ligados às dimensões institucional, individual e funcional que foram base para a pesquisa na qual se demonstrou que 56% dos conselheiros não possuem total clareza sobre os motivos da criação do Parque. Destes, apenas 19% participam da definição da pauta das reuniões, sendo que 8% dos conselheiros confirmam que as funções e os motivos para a existência dos Parques são, sempre, compreendidos pelas comunidades circunvizinhas a essas UCs. Mesmo diante de alguns resultados preocupantes, constatou-se que, no período desse estudo, com base na metodologia proposta, os conselhos realizavam gestão satisfatória. Logo se identificou que processos e métodos de capacitação para os conselheiros e gestores são fundamentais para a compreensão contínua de governança e eficácia da gestão participativa e que as ações, que possibilitem maior envolvimento das comunidades locais, são fundamentais para que a UC alcance seus principais objetivos de criação. Esses resultados contribuem, ainda, para a caracterização da participação social nas áreas protegidas e oferecem, também, subsídios para o estabelecimento de estratégias avaliativas que melhorem o envolvimento e a participação dos conselheiros nas decisões que circundem a gestão do patrimônio ambiental público.


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