Espaço tombado em construção: subsídios para a conservação da Colônia Santa Isabel em Betim / MG
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Resumo
A Colônia Santa Isabel é um antigo sanatório para internação e tratamento da hanseníase inaugurado na década de 1930, em Betim/MG. Como parte da política sanitarista implementada pelo Estado nessa época, a colônia recebeu doentes de Minas Gerais e do Brasil, dando origem a um núcleo habitacional desconectado da malha urbana. Devido à sua importância histórica e cultural para a cidade, o conjunto da colônia foi tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de Betim, em 2000. Enfrentando os desafios da inclusão e integração com o Município desde o fim do isolamento obrigatório na década de 1980, a localidade vive o conflito entre a preservação de seu traçado urbanístico e das construções expressivas do funcionamento como leprosário juntamente com a necessária continuidade da construção do espaço habitado e vivido por pessoas. Partindo desse contexto, foram levantadas informações históricas da localidade e, tendo em vista a situação atual do conjunto urbano – que preserva seu traçado original e possui a maior parte das construções residenciais modificadas –, são feitas reflexões sobre a conservação do núcleo tombado, considerando uma possível regulamentação do uso e ocupação do solo.