Aplicação de coquetel de zinco, selênio e iodo, utilizados na biofortificação agronômica, e seus efeitos sobre a produtividade do feijão comum (Phaseolus vulgaris L.)
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Resumo
A biofortificação agronômica tem se destacado como uma estratégia promissora para aumentar a concentração de micronutrientes em alimentos de amplo consumo, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional da população. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da aplicação foliar de um coquetel contendo zinco (Zn), selênio (Se) e iodo (I) sobre a produtividade e a classificação de grãos de diferentes genótipos de feijão-comum (Phaseolus vulgaris L.). O experimento foi conduzido no Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Bambuí, em delineamento de blocos casualizados, com três repetições, em esquema de parcelas subdivididas, envolvendo onze genótipos e dois tratamentos, com e sem aplicação do coquetel biofortificante. Foram avaliadas a produtividade de grãos e a proporção de grãos retidos em diferentes peneiras. Os resultados demonstraram interação significativa entre os genótipos e a aplicação do coquetel. Houve incremento de produtividade nos genótipos BRSMG Majestoso, BRSMG Amuleto e BRSMG União, evidenciando respostas diferenciadas à biofortificação. Em relação à classificação dos grãos, observou-se predominância de grãos retidos na peneira acima de 12 mm, com alterações na distribuição entre peneiras dependendo do genótipo avaliado. Os resultados indicam que a eficiência da biofortificação agronômica com zinco, selênio e iodo é dependente do material genético utilizado, podendo contribuir para o aumento da produtividade e para a melhoria da qualidade comercial dos grãos de feijão.
