Análise do traço da argamassa do Museu da Inconfidência, Ouro Preto/MG: identificação dos materiais constituintes para propostas de intervenção futuras

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O patrimônio edificado brasileiro, exemplificado pelo Museu da Inconfidência em Ouro Preto/MG, demanda estudos aprofundados para sua conservação. Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivo caracterizar o traço e os materiais constituintes das argamassas aplicadas nas alvenarias internas do Museu da Inconfidência, visando subsidiar futuras ações de conservação e restauração. Para tanto, foram coletadas amostras em pontos estratégicos da edificação, respeitando critérios de intervenção mínima. A identificação dos constituintes (aglomerantes, agregados e adições) foi realizada por meio de diversas técnicas analíticas laboratoriais, incluindo microtomografia computadorizada (Micro-CT), Fluorescência de Raios X (XRF), Difração de Raios X (DRX), Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), perda ao fogo (PAF), absorção de água, teor de aglomerante e agregado, e análise granulométrica. Os resultados obtidos permitiram uma compreensão aprofundada das características físico-químicas das argamassas, revelando a composição predominantemente calcária e a presença de adições tradicionais. A interpretação desses dados, fundamentada na bibliografia técnico-científica e nas normativas da área, possibilitou a avaliação da compatibilidade dos materiais e a identificação de possíveis intervenções posteriores. Este estudo oferece subsídios técnicos cruciais para a formulação de estratégias de restauração que garantam a integridade e a compatibilidade material do patrimônio edificado, contribuindo para a preservação de bens culturais de valor inestimável.


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