Oficina de jogos ancestrais: construindo tabuleiros e desconstruindo preconceitos
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Resumo
Este trabalho apresenta a proposta de uma oficina pedagógica intitulada “Oficina de Jogos Ancestrais: construindo tabuleiros e desconstruindo preconceitos”, desenvolvida como produto educacional para a Especialização em Educação para Relações Étnico-Raciais. O estudo parte do pressuposto de que a efetivação da Lei nº 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, demanda práticas inovadoras que vão além da abordagem teórica, promovendo vivências significativas e críticas. Nesse sentido, a oficina propõe a construção e a prática de três jogos tradicionais de origem africana – Mancala (na variante Oware), Shisima e Yoté – utilizando materiais de baixo custo e acessíveis. A atividade é organizada em etapas sequenciais que integram contextualização histórica, confecção manual, prática lúdica e reflexão coletiva. Fundamentada em autores como Munanga (2005) e Gomes (2003), a proposta visa combater estereótipos e o racismo estrutural na escola, valorizando a contribuição africana para o conhecimento, em especial na matemática. Além de desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais, a oficina configura-se como uma ferramenta interdisciplinar para a descolonização do currículo, promovendo o reconhecimento da diversidade cultural africana e fortalecendo identidades positivas entre estudantes negros. A aplicação piloto em contexto escolar demonstrou engajamento dos estudantes e apropriação criativa dos conteúdos, indicando o potencial da proposta como recurso concreto para uma educação antirracista.
