Trabalho de Conclusão de Curso
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- ItemAvaliação de tolerância ao herbicida Sequence do clone de eucalipto AEC 144(2025-02-28) Damaceno, Heraldo Carlos Perpetuo ; Doutor Alisson José Eufrásio de carvalhoO cultivo de eucalipto desempenha um papel fundamental na economia brasileira, sendo amplamente utilizado na produção de celulose, madeira e biomassa. Durante as fases iniciais do cultivo, a competição com plantas daninhas pode comprometer o crescimento das mudas, exigindo o uso de herbicidas. Este estudo avaliou o impacto do herbicida Sequence (glyphosate + S-metolacloro) no crescimento do clone AEC 144 de eucalipto e a eficácia da adubação foliar na mitigação dos efeitos fitotóxicos. O experimento foi realizado no município de São João Evangelista-MG, sob delineamento em blocos casualizados com cinco doses do herbicida (0, ¼, ½, ¾ e 1x a dose recomendada) e presença ou ausência de adubação foliar, totalizando dez tratamentos. Foram avaliadas as variáveis biométricas altura, diâmetro do caule, teor de clorofila (SPAD) e massa da matéria seca das raízes e da parte aérea, aos 60 e 120 dias após a aplicação do herbicida. Os resultados evidenciaram que o herbicida reduziu significativamente (p≤0,05) a altura e o diâmetro do caule das plantas. A altura média das plantas tratadas foi 35,1% menor em relação à testemunha, e a maior redução no diâmetro (16,6%) ocorreu na dose ½. A massa da matéria seca de raiz também foi reduzida com o aumento das doses do herbicida. Embora nenhuma planta tenha morrido, sintomas visíveis de intoxicação foram observados, e a recuperação parcial ocorreu aos 120 dias. A adubação foliar não mitigou os efeitos do herbicida. O teor de clorofila (SPAD) não apresentou variação significativa entre os tratamentos. Conclui-se que a aplicação do herbicida Sequence comprometeu o crescimento do clone AEC 144 de eucalipto, reduzindo altura, diâmetro do caule e massa da matéria seca radicular. A adubação foliar não foi eficiente para reduzir os efeitos fitotóxicos, indicando a necessidade de manejo criterioso do herbicida para evitar prejuízos ao desenvolvimento das plantas. O clone de eucalipto AEC 144 evidencia sensibilidade ao herbicida Sequence.
- ItemModelagem hidrológica para monitoramento do lençol freático em cenários de pastagem e agrofloresta na microbacia do IFMG, São João Evangelista(2025-02-28) Oliveira, Bruna Kerllen Gonçalves de.; Doutor Jonathan da Rocha MirandaO estudo analisou a dinâmica hídrica de uma microbacia no campus do Instituto Federal de Minas Gerais, em São João Evangelista, comparando o cenário atual, dominado por pastagens, a uma situação simulada em que essas áreas são convertidas em sistemas agroflorestais. Ao longo de seis meses, monitorou-se o nível freático por meio de piezômetros instalados em poços perfurados com trado. Paralelamente, foi realizado um levantamento aerofotogramétrico para a obtenção de orthomosaico e Modelo Digital de Elevação (MDE), além da delimitação da cabeceira do piezômetro e análise topográfica. O uso do solo foi mapeado por vetorização manual, apoiada em observações de campo, e estabeleceu-se a classificação dos hidrogrupos. Para estimar a capacidade de retenção do solo e o escoamento superficial, adotou-se o Número de Curva (CN), que atribui valores específicos conforme o tipo de uso e o hidrogrupo correspondente. O armazenamento hídrico (A = P – ET – Q) foi calculado a partir dos dados de precipitação do CHIRPS e da evapotranspiração estimada pelo MOD16, permitindo avaliar as variações de armazenamento no sistema. A capacidade de infiltração foi determinada por regressão linear entre as leituras dos piezômetros e os componentes do armazenamento hídrico. Os resultados mostram que, no cenário atual, a baixa infiltração contribui para o aumento do escoamento superficial e para oscilações abruptas nos níveis freáticos, sobretudo em períodos secos. Em contrapartida, a adoção de sistemas agroflorestais promoveu elevação significativa na infiltração, resultando em recarga constante e maior estabilidade do lençol freático.
- ItemPotencial de uso de um produto comercial à base de Trichoderma harzianum no controle de Ralstonia solanacearum(2025-02-26) Sena, Douglas de Souza Ferreira ; Doutora Natália Risso FonsecaRalstonia solanacearum é uma bactéria fitopatogênica causadora da murcha bacteriana das solanáceas, doença distribuída em todo o mundo, que acomete mais de 50 famílias de plantas. Devido as dificuldades no manejo da doença, surge a necessidade do desenvolvimento de novos métodos de controle que possam contribuir para a redução dos danos causados pela fitobactéria. Uma alternativa, ainda pouco estudada no controle de bactérias fitopatogênicas, é o uso de microrganismos com potencial antagônico, como fungos do gênero Trichoderma, os quais possuem características que conferem a eles elevado potencial de uso como biocontroladores. Diante do exposto, o presente projeto visou avaliar o produto comercial Trichodermil SC 1306®, à base de Trichoderma harzianum, sobre o crescimento de R. solanacearum em condições in vitro. A sensibilidade de R. solanacearum ao antagonista foi avaliada por meio do método do antibiograma, utilizando a técnica de difusão em disco. O ensaio foi realizado com quatro concentrações do produto comercial (T1: 0 ml.L-1, T2: 2,5 ml.L-1, T3: 5 ml.L-1 e T4: 7,5 ml.L 1 ) e cinco repetições. O antibiótico rifamicina sódica (10 mg/ml) foi utilizado como controle positivo do ensaio. Foi possível observar a formação de halos de inibição apenas ao redor dos discos impregnados com o antibiótico, obtendo-se um diâmetro médio de 2,87 mm, desconsiderando-se o diâmetro do disco. No restante dos tratamentos não foram observados halos de inibição, sendo que a bactéria colonizou e ocupou toda a superfície da placa no período de 24 horas. Neste mesmo período foi possível observar o crescimento micelial de T. harzianum sobre e ao redor dos discos de papel, indicando a viabilidade do produto avaliado, porém, sem ação inibitória no crescimento da bactéria. Diante dos resultados obtidos, foram formuladas duas hipóteses: a primeira sugere que o isolado fúngico avaliado não apresenta atividade antagônica contra a cepa bacteriano testada; e a segunda, que o tempo de cultivo foi insuficiente para que o fungo produzisse e liberasse substâncias antibacterianas no meio de cultura, antes do início do crescimento da bactéria. Estes resultados apontam a necessidade de desenvolver uma adaptação metodológica que leve em consideração as diferenças nas velocidades de crescimento dos microrganismos testados.
- ItemPecuária leiteira: inovações tecnológicas, tendências e desafios.(2025-03-07) Santos, Rosana Ferreira dos.; Mestra Daianne Carneiro de Oliveira Santos.A pecuária leiteira é uma atividade econômica de grande relevância global, enfrentando desafios como o aumento da demanda por alimentos e a necessidade de sustentabilidade. Diante da importância da incorporação de novas tecnologias no contexto da bovinocultura leiteira, este trabalho tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica sobre o tema, abordando as principais inovações tecnológicas disponíveis no mercado para a pecuária leiteira de precisão. A adoção de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial (IA), sensores, robótica e programas de gestão, tem transformado o setor, promovendo maior eficiência, produtividade e qualidade do leite. A IA e os sensores permitem o monitoramento em tempo real da saúde e do comportamento dos animais, enquanto a robótica automatiza processos como a ordenha, reduzindo custos e melhorando o bem-estar animal. Programas de gestão integram dados e facilitam decisões estratégicas, aumentando a transparência e a rastreabilidade. Apesar dos desafios, como custos iniciais e necessidade de capacitação, os benefícios a longo prazo, como redução de desperdícios e aumento da rentabilidade, justificam a adoção dessas tecnologias. A Pecuária 4.0, com sua integração de ferramentas digitais, está redefinindo o setor, tornando-o mais sustentável e competitivo. A conectividade no campo e a digitalização são tendências essenciais para o futuro da pecuária leiteira, garantindo uma produção eficiente e alinhada às demandas globais.
- ItemAvaliação do efeito residual de herbicida clomazone aplicado em solos com textura argilosa e arenosa, em diferentes doses, ao longo do tempo.(2024-10-07) Miranda, Paulo Henrique Amador.; Doutor José Roberto de Paula.; Doutor Valdevino Pereira Silva.A incidência de plantas daninhas destaca-se como um dos principais problemas encontrados nas lavouras do Brasil. Para controle, o método mais utilizado se dá por meio da aplicação de herbicidas, que por sua vez exige aplicação de forma consciente e eficaz. Tais precauções relacionam-se com o destino final destes compostos, ou seja, seu efeito residual. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito residual do herbicida clomazone, recomendado para aplicação em pré-emergência em cultivos de arroz irrigado e cana-de-açúcar, considerando as interações entre a dose aplicada, a textura do solo e a profundidade. Os experimentos de campo foram conduzidos em uma área experimental cujo solo é do tipo Latossolo Vermelho Amarelo. Para ambos os experimentos em campo (1 e 2) foram utilizadas as mesmas metodologias. Os experimentos 1 e 2, realizados com solo arenoso e argiloso, respectivamente, seguiram um delineamento em blocos casualizados em esquema fatorial 4 x 2. O fator 1 incluiu 4 doses, variando de 0 a 150% da dose recomendada na bula comercial do produto e o fator 2, duas profundidades, com 4 repetições, totalizando 32 parcelas. O efeito residual do herbicida foi determinado por meio de bioensaios. Além disso, uma análise cromatográfica aos 93 dias após a aplicação (DAA) foi realizada para quantificar os resíduos do herbicida. Após análise de dados, observou-se que o herbicida clomazone causa injúrias nas plantas bioindicadoras até 33 DAA quando utilizado as doses de 360, 720 g ha-1 e até os 63 DAA na dose de 1080 g ha-1 na camada de 0-10 cm de profundidade para os solos arenoso e argiloso. O clomazone remanescente aos 93 DAA no solo arenoso, nas dosagens de 360, 720 e 1080 g ha-1 na profundidade de 0 até 20 cm, foram 117,3 g ha-1; 260,8 g ha-1 e 376,2 g ha-1, respectivamente. Para o solo argiloso, foram recuperados nessas mesmas doses e camadas, 120,3 g ha-1; 252,9 g ha-1 e 281,9 g ha-1. Desta forma, conclui-se que o clomazone permanece no solo após a aplicação, com a quantidade residual variando conforme a dosagem utilizada e a profundidade do solo.