Caracterização espacial e temporal da microbiota do fermento endógeno utilizado na produção do Queijo Minas Artesanal

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Lacorte, Gustavo Augusto

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Abstract

Minas Artisanal Cheese (MAC) is characterized by the use of raw milk and a natural starter culture known as "pingo", which is responsible for the fermentation, ripening, and development of the product's sensory properties. This study investigated the spatial (farmhouse and microregion) and temporal (seasonality) determinants of the microbial load in "pingo" across 10 producing regions. Sampling was conducted over four campaigns (dry and rainy seasons) between 2024 and 2025. The microbiota was analyzed using culture-based methods for the enumeration of lactic acid bacteria (LAB), coliforms, Staphylococcus aureus, and molds and yeasts, alongside the determination of pH and NaCl content. Variance was partitioned via PERMANOVA to identify the main factors of variation, while regional similarity patterns and seasonal effects were evaluated through non-parametric tests. The results indicated that the individual farmhouse is the primary explanatory component for the variation in LAB and coliform counts. In contrast, a significant seasonal effect was observed for S. aureus, molds, and yeasts. The producing microregion showed secondary influence on count variation. It is concluded that the microbiological variability of "pingo" is primarily determined by the producing unit and seasonality, which demands attention to local production management, particularly during periods favorable to the proliferation of undesirable microorganisms.


Resumo

O Queijo Minas Artesanal (QMA) é caracterizado pelo uso de leite cru e fermento natural "pingo", responsável pelos processos de fermentação, maturação e desenvolvimento das propriedades sensoriais do produto. O estudo investigou os determinantes espaciais (queijaria e microrregião) e temporais (sazonalidade) da carga microbiana do pingo em 10 regiões produtoras. As amostragens ocorreram em quatro campanhas (estações seca e chuvosa) entre 2024 e 2025. A microbiota foi analisada por métodos de cultivo para enumeração de bactérias do ácido lático (BAL), coliformes, Staphylococcus aureus, bolores e leveduras, além da determinação de pH e teor de NaCl. A variância foi particionada via PERMANOVA para identificar os principais fatores de variação, enquanto padrões de similaridade regional e efeitos sazonais foram avaliados por testes não paramétricos. Os resultados indicaram que a queijaria individual é o principal componente explicativo para a variação de BAL e coliformes. Em contraste, observou-se efeito sazonal significativo para S. aureus, bolores e leveduras. A microrregião produtora apresentou influência secundária sobre a variação das contagens. Assim, conclui-se que a variabilidade microbiológica do pingo é determinada primariamente pela unidade produtora e pela sazonalidade, o que demanda atenção ao manejo local da produção, sobretudo em períodos favoráveis à proliferação de microrganismos indesejáveis.

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