Potencial de uso de um produto comercial à base de Trichoderma harzianum no controle de Ralstonia solanacearum

Data
2025-02-26
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor

Resumo

Ralstonia solanacearum é uma bactéria fitopatogênica causadora da murcha bacteriana das solanáceas, doença distribuída em todo o mundo, que acomete mais de 50 famílias de plantas. Devido as dificuldades no manejo da doença, surge a necessidade do desenvolvimento de novos métodos de controle que possam contribuir para a redução dos danos causados pela fitobactéria. Uma alternativa, ainda pouco estudada no controle de bactérias fitopatogênicas, é o uso de microrganismos com potencial antagônico, como fungos do gênero Trichoderma, os quais possuem características que conferem a eles elevado potencial de uso como biocontroladores. Diante do exposto, o presente projeto visou avaliar o produto comercial Trichodermil SC 1306®, à base de Trichoderma harzianum, sobre o crescimento de R. solanacearum em condições in vitro. A sensibilidade de R. solanacearum ao antagonista foi avaliada por meio do método do antibiograma, utilizando a técnica de difusão em disco. O ensaio foi realizado com quatro concentrações do produto comercial (T1: 0 ml.L-1, T2: 2,5 ml.L-1, T3: 5 ml.L-1 e T4: 7,5 ml.L 1 ) e cinco repetições. O antibiótico rifamicina sódica (10 mg/ml) foi utilizado como controle positivo do ensaio. Foi possível observar a formação de halos de inibição apenas ao redor dos discos impregnados com o antibiótico, obtendo-se um diâmetro médio de 2,87 mm, desconsiderando-se o diâmetro do disco. No restante dos tratamentos não foram observados halos de inibição, sendo que a bactéria colonizou e ocupou toda a superfície da placa no período de 24 horas. Neste mesmo período foi possível observar o crescimento micelial de T. harzianum sobre e ao redor dos discos de papel, indicando a viabilidade do produto avaliado, porém, sem ação inibitória no crescimento da bactéria. Diante dos resultados obtidos, foram formuladas duas hipóteses: a primeira sugere que o isolado fúngico avaliado não apresenta atividade antagônica contra a cepa bacteriano testada; e a segunda, que o tempo de cultivo foi insuficiente para que o fungo produzisse e liberasse substâncias antibacterianas no meio de cultura, antes do início do crescimento da bactéria. Estes resultados apontam a necessidade de desenvolver uma adaptação metodológica que leve em consideração as diferenças nas velocidades de crescimento dos microrganismos testados.


Descrição
Palavras-chave
Citação