REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SOBRE O USO DE RESÍDUO DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO (RCD) COMO ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL EM EDIFICAÇÕES

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A construção civil é um dos setores que mais consomem recursos naturais e geram resíduos, com os Resíduos da Construção e Demolição (RCD’s), representando uma parcela significativa desse impacto ambiental. Diante disso, este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica de estudos brasileiros sobre o uso de RCD’s como alternativa sustentável em edificações, identificando suas principais aplicações, benefícios e desafios, nos quesitos técnico, ambiental, econômico e social. Foi realizada uma revisão bibliográfica, abrangendo publicações dos últimos dez anos (2016-2025). Foram identificados 20 estudos focados primariamente na substituição de agregados convencionais por RCD’s. A análise técnica dos estudos revela que o RCD demonstra viabilidade mecânica quando aplicado dentro de limites específicos de substituição. Em solos, pode elevar a resistência à compressão em mais de 69%, ainda que nem sempre atenda a limites normativos de expansão. Em concretos, substituições parciais (50%) podem atingir resistências de 28MPa, mas teores acima de 25-30% em argamassas frequentemente reduzem a resistência e aumentam a porosidade. Há ainda desafios associados à variabilidade do material, ao maior consumo de cimento e à falta de dados consolidados de durabilidade. A utilização de fibras ou cinzas pode melhorar pontualmente o desempenho, mas não resolve essas limitações. Do ponto de vista ambiental, os estudos destacam a redução de resíduos em aterros e da extração de recursos naturais. Embora o controle de qualidade exija investimento inicial elevado, há indicação de possível economia futura, ainda sem comprovação quantitativa. O aspecto social é pouco explorado e limitado à geração de empregos. Assim, permanece uma lacuna na integração de indicadores que avaliem conjuntamente os pilares ambiental, econômico e social. Conclui-se que o uso de RCD’s é tecnicamente viável, mas permanece em pequena escala, necessitando de indicadores objetivos, incentivos fiscais e políticas públicas que fomentem a economia circular para alcançar um avanço significativo.


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