Avaliação do potencial patogênico de isolados de Escherichia Coli encontrados em mananciais usados na produção de queijo Minas Artesanal na Serra da Canastra

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O Queijo Minas Artesanal Canastra (QMAC) é um patrimônio cultural e econômico de Minas Gerais, produzido tradicionalmente com leite cru. Alguns empreendimentos dependem de água de mananciais para higienização de utensílios e manipulação do queijo, o que representa risco de contaminação microbiológica para o produto. Cepas da bactéria Escherichia coli podem apresentar genes de virulência que conferem potencial patogênico, incluindo toxinas associadas a diarreias e a quadros graves, como síndrome hemolítico-urêmica. Além disso, a E. coli é amplamente utilizada como indicador clássico de contaminação fecal do leite e de derivados lácteos. Este estudo avaliou 160 isolados geneticamente distintos de E. coli obtidos de 12 mananciais utilizados por produtores de QMAC localizados no entorno do Parque Nacional da Serra da Canastra, com o objetivo de verificar a presença dos genes de virulência: stx1, stx2, cdt, estI e eltA. Os resultados mostraram baixa prevalência de genes de virulência: gene estI (11,9%), cdt (5,6%) e apenas um registro para stx1 (0,6%). Os genes stx2 e eltA não foram detectados em nenhum dos 160 isolados avaliados. Apesar da baixa prevalência, a presença de genes associados à produção de toxinas evidencia a circulação de cepas com potencial patogênico nos mananciais avaliados, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo da qualidade da água e de melhorias nas práticas do manejo hídrico na produção do QMAC. Os resultados também demonstram que os critérios microbiológicos vigentes, baseados apenas na contagem de coliformes, não contemplam a avaliação do potencial de virulência das cepas presentes, reforçando a necessidade constante de revisão de protocolos e legislações.


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