Análise residual do herbicida sulfentrazone no solo

Data

Orientado(es)
Paula, José Roberto de

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Abstract

Currently, weeds cause serious damage to Brazilian agriculture, affecting all phases from planting to harvesting. Lack of control over specific weeds can compromise the quality of the final product, resulting in significant losses. The most widely used method for controlling weeds is chemical control, mainly due to its greater effectiveness in heavily infested areas. Therefore, the objective of this study was to evaluate the residual effect of sulfentrazone, recommended for pre-emergence application in eucalyptus, soybean, and sugarcane crops, considering the interactions between the applied dose, soil texture, and depth. The first factor evaluated was the herbicide dose, with doses of 0, 250, 500, and 750 g ha⁻¹ of the active ingredient sulfentrazone applied. The second factor of the experiment refers to the soilsampling depths: 0 to 10 cm and 10 to 20 cm. To determine the residual period of the herbicide, a bioassay was used with Sorghum vulgare as the indicator plant. At 93 days after application (DAA), a chromatographic analysis was performed to quantify herbicide residues. Sorghum vulgare plants showed variations in intoxication and biomass distribution depending on the herbicide, soil type, and applied dose, especially in sandy soil. The analysis concluded that the herbicide sulfentrazone exhibits significant persistence in different soil types, causing injury to bioindicator plants for up to 273 days after application (DAA), particularly in the 0-10 cm layer of sandy and clayey soils. In the 10-20 cm layer, these injuries were recorded between 63 and 93 DAA in sandy soil, while in clay soil the damage began at 63 DAA and persisted until the end of the evaluation period. Analysis of the amounts of sulfentrazone remaining at 93 DAA indicated that, in sandy soil, the values recovered at doses of 250, 500, and 750 g ha-1,distributed in the 0-20 cm layers, were 59.3 g ha-1; 137.5 g ha-1 and 206.5 g ha-1, respectively. In clay soil, the values found for the same doses and layers were 65.5 g ha-1; 110.9 g ha-1 and 185.1 g ha-1, respectively. These data highlight the need for careful management of sulfentrazone, taking into account its high persistence in the soil and its potential to cause damage to plants over time.


Resumo

Atualmente, as plantas daninhas geram sérios danos à agricultura brasileira, afetando todas as fases, desde o plantio até a colheita. A falta de controle das plantas daninhas pode comprometer a qualidade do produto final, resultando em perdas significativas. O método mais utilizado para o controle de plantas daninhas é através do método químico, principalmente devido à sua maior eficácia em áreas de cultivo com grandes infestações. Deste modo, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito residual do sulfentrazone, recomendada para aplicação em pré-emergência nos cultivos de eucalipto, soja e cana-de-açúcar, considerando as interações entre a dose aplicada, a textura do solo e a profundidade. O primeiro fator avaliado foi a dose do herbicida, em que foram aplicadas doses de 0, 250, 500 e 750 g ha-1 do princípio ativo sulfentrazone. O segundo fator do experimento, refere-se às profundidades de coleta de solo, 0 a 10 cm e 10 a 20cm. Para determinar o período residual do herbicida, foi utilizado um bioensaio tendo como planta indicadora Sorgum vulgare. Aos 93 dias após a aplicação (DAA), foi realizada uma análise cromatográfica para quantificar os resíduos do herbicida. As plantas de Sorgum vulgare apresentaram variações na intoxicação e na distribuição de biomassa em função do herbicida, do solo e da dose aplicada, especialmente em solo arenoso. Após a análise concluise que o herbicida sulfentrazone, apresenta uma persistência significativa em diferentes tipos de solo, causando injúrias nas plantas bioindicadoras por um período de até 273 dias após a aplicação (DAA), especialmente na camada de 0-10 cm dos solos arenoso e argiloso. Na camada de 10-20 cm, essas injúrias foram registradas entre 63 e 93 DAA no solo arenoso, enquanto no solo argiloso os danos iniciaram aos 63 DAA e se mantiveram até o final do período avaliado. A análise das quantidades de sulfentrazone remanescente aos 93 DAA indicou que, no solo arenoso, os valores recuperados nas doses de 250, 500 e 750 g ha-1, distribuídas nas camadas de 0-20 cm, foram de 59,3 g ha-1; 137,5 g ha-1 e 206,5 g ha-1, respectivamente. No solo argiloso, os valores encontrados para as mesmas doses e camadas foram de 65,5 g ha-1; 110,9 g ha-1 e 185,1 g ha-1, respectivamente. Esses dados evidenciam a necessidade de um manejo cauteloso do sulfentrazone, levando em consideração sua alta persistência no solo e o potencial de causar danos às plantas ao longo do tempo.

Palavras-chave

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por