Análise residual do herbicida sulfentrazone no solo

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Atualmente, as plantas daninhas geram sérios danos à agricultura brasileira, afetando todas as fases, desde o plantio até a colheita. A falta de controle das plantas daninhas pode comprometer a qualidade do produto final, resultando em perdas significativas. O método mais utilizado para o controle de plantas daninhas é através do método químico, principalmente devido à sua maior eficácia em áreas de cultivo com grandes infestações. Deste modo, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito residual do sulfentrazone, recomendada para aplicação em pré-emergência nos cultivos de eucalipto, soja e cana-de-açúcar, considerando as interações entre a dose aplicada, a textura do solo e a profundidade. O primeiro fator avaliado foi a dose do herbicida, em que foram aplicadas doses de 0, 250, 500 e 750 g ha-1 do princípio ativo sulfentrazone. O segundo fator do experimento, refere-se às profundidades de coleta de solo, 0 a 10 cm e 10 a 20cm. Para determinar o período residual do herbicida, foi utilizado um bioensaio tendo como planta indicadora Sorgum vulgare. Aos 93 dias após a aplicação (DAA), foi realizada uma análise cromatográfica para quantificar os resíduos do herbicida. As plantas de Sorgum vulgare apresentaram variações na intoxicação e na distribuição de biomassa em função do herbicida, do solo e da dose aplicada, especialmente em solo arenoso. Após a análise concluise que o herbicida sulfentrazone, apresenta uma persistência significativa em diferentes tipos de solo, causando injúrias nas plantas bioindicadoras por um período de até 273 dias após a aplicação (DAA), especialmente na camada de 0-10 cm dos solos arenoso e argiloso. Na camada de 10-20 cm, essas injúrias foram registradas entre 63 e 93 DAA no solo arenoso, enquanto no solo argiloso os danos iniciaram aos 63 DAA e se mantiveram até o final do período avaliado. A análise das quantidades de sulfentrazone remanescente aos 93 DAA indicou que, no solo arenoso, os valores recuperados nas doses de 250, 500 e 750 g ha-1, distribuídas nas camadas de 0-20 cm, foram de 59,3 g ha-1; 137,5 g ha-1 e 206,5 g ha-1, respectivamente. No solo argiloso, os valores encontrados para as mesmas doses e camadas foram de 65,5 g ha-1; 110,9 g ha-1 e 185,1 g ha-1, respectivamente. Esses dados evidenciam a necessidade de um manejo cauteloso do sulfentrazone, levando em consideração sua alta persistência no solo e o potencial de causar danos às plantas ao longo do tempo.


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