Das aldeias às cidades: Análise de expressões identitárias indígenas na área central de Belo Horizonte - Minas Gerais, a partir dos prismas do território

dc.contributor.advisorMestre Louise Rochebois Quintão
dc.contributor.authorAlmeida, Francisco Gonçalves Ferreira de
dc.contributor.coadvisorDoutor Tales Tales Bedeschi
dc.date.accessioned2025-01-06T17:46:55Z
dc.date.available2025-01-06T17:46:55Z
dc.date.issued2023-03-02
dc.description.abstractO presente trabalho busca olhar para a cidade a partir dos significados que os povos indígenas conferem ao território e a partir das presenças das expressões identitárias desses povos. Isso, a partir da análise de expressões identitárias presentes no hipercentro de Belo Horizonte - Minas Gerais que possuem vínculos com determinados povos indígenas. Obviamente que este trabalho não possui pretensão de propor um consenso sobre o que é território para os povos indígenas, nem mesmo busca estabelecer um novo conceito que dê fim à toda discussão em torno desse termo. Tendo isso em vista, a pesquisa recorre a estudiosos e artistas indígenas, tal como Gersem Baniwa (2006), Célia Xakriabá (2019) e Denilson Baniwa (2020), visando a qualidade da aproximação ao conceito. A partir disso, pretende-se ocupar uma lacuna no campo da Arquitetura e Urbanismo sobre o estudo do território urbano, a partir das expressões identitárias vinculadas aos saberes dos povos indígenas. Para efetivar a pesquisa, foram adotados os seguintes métodos: pesquisa bibliográfica; pesquisa documental; e pesquisa de campo exploratória, com foco na busca por apreender as vivências e as experiências daqueles que realmente habitam os territórios estudados, e, principalmente, na visão qualitativa de representantes dos povos indígenas em contexto de urbano. Dessa forma, foi possível uma aproximação à expressões identitárias como a exposição de arte e artesanato indígena e imigrante Abya Yala, os eventos da Semana Municipal dos Povos Indígenas e murais impressos na cidade por artistas como Daiara Tukano, Sueli Maxakali e o Coletivo Mahku. Após a revisão bibliográfica e o trabalho de campo, foi possível compreender os tensionamentos e as camadas que conformam o hipercentro de Belo Horizonte também como um território indígena. Além disso, compreendeu-se que a presença das expressões identitárias dos povos indígenas na cidade configuram agora este espaço enquanto território de retomada. Ressalta-se ainda o caráter cosmopolítico revelado pelas discussões mencionadas. Compreendeu-se que a cidade, por meio de suas camadas, pode ser composta por alguns campos cosmopolíticos que evidenciam a presença de forças e de seres diversos, entre o humano e o não humano. Dessa forma, como resultado deste processo, o trabalho busca tornar estes campos cosmopolíticos visíveis, de forma imagética, através de um levantamento fotográfico e de um novo mapa para o hipercentro de Belo Horizonte - Minas Gerais.
dc.description.abstract1This work seeks to look at the city from the meanings that indigenous peoples give to the territory and from the presence of identity expressions of these peoples. This, based on the analysis of identity expressions present in the hypercenter of Belo Horizonte - Minas Gerais that have links with certain indigenous peoples. Obviously, this work does not intend to propose a consensus on what is territory for indigenous peoples, nor does it seek to establish a new concept that puts an end to all discussion around this term. With this in mind, the research resorts to indigenous scholars and artists, such as Gersem Baniwa (2006), Célia Xakriabá (2019) and Denilson Baniwa (2020), aiming at the quality of the approach to the concept. From this, it is intended to fill a gap in the field of Architecture and Urbanism regarding the study of the urban territory, from the identity expressions linked to the knowledge of the indigenous peoples. To carry out the research, the following methods were adopted: bibliographical research; documentary research; and exploratory field research, with a focus on seeking to apprehend the experiences of those who actually inhabit the territories studied, and, mainly, on the qualitative view of representatives of indigenous peoples in an urban context. In this way, it was possible to approach identity expressions such as the exhibition of indigenous and immigrant art and crafts Abya Yala, the events of the Municipal Week of Indigenous Peoples and murals printed in the city by artists such as Daiara Tukano, Sueli Maxakali and Coletivo Mahku. After the bibliographic review and field work, it was possible to understand the tensions and layers that make up the hypercenter of Belo Horizonte, also as an indigenous territory. In addition, it was understood that the presence of identity expressions of indigenous peoples in the city now configure this space as a territory of resumption. The cosmopolitical character revealed by the aforementioned discussions is also highlighted. It was understood that the city, through its layers, can be composed of some cosmopolitical fields that show the presence of di erent forces and beings, between the human and the non-human. Thus, as a result of this process, the work seeks to make these cosmopolitical fields visible, in an imagery way, through a photographic survey and a new map for the hypercenter of Belo Horizonte - Minas Gerais.
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/20.500.14387/1998
dc.language.isoPortuguês
dc.publisher.campiSanta Luzia
dc.publisher.countryBrasil
dc.publisher.institutionInstituto Federal de Minas Gerais
dc.publisher.programBacharelado em Arquitetura e Urbanismo
dc.rightsAcesso aberto
dc.subject.keywordTerritório
dc.subject.keywordPovos Indígenas
dc.subject.keywordUrbano
dc.subject.keywordCosmopolítica
dc.titleDas aldeias às cidades: Análise de expressões identitárias indígenas na área central de Belo Horizonte - Minas Gerais, a partir dos prismas do território
dc.typeTrabalho de Conclusão de Curso
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