Estruturas e processos produtivos em economias regionais e locais: Atlas Geoeconômico Digital de Contagem-MG, aplicado ao ensino básico de Geografia

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RESUMO A desterritorialização cultural e, principalmente, econômica, com a Intensificação do processo de globalização e dispersão das etapas produtivas, expõe as fragilidades locais em decorrência das adaptações impostas pelos novos modelos e estruturas produtivas. No intuito de promover e fortalecer o local, como também lhe dar visibilidade, propõe-se o mapeamento de atividades produtivas regional, sobretudo local como recurso didático-pedagógico destinado ao Ensino Básico de Geografia, com o potencial de replicação e aprimoramento para outros contextos locais. A pesquisa teve como objetivo mapear estruturas e processos econômicos dos três principais setores produtivos aplicados a práticas de ensino dentro do contexto municipal de Contagem-MG. Foram apresentadas reflexões sobre o significado do lugar como espaço de produção e de conhecimentos, assim como se considerou a economia local como base para identificar, localizar e criar mapas conectados com informações sobre os processos produtivos territoriais. Os procedimentos metodológicos são fundamentados na consulta a bases de dados secundários de natureza socioeconômica e socioespacial e em mapeamentos digitais. O produto dessas abordagens foi a construção de uma base digital de dados georreferenciados sobre a economia de Contagem-MG, adaptada à inserção em ambiente web com a produção de um Atlas de Economias Locais utilizando a plataforma WebGis. A fundamentação conceitual da pesquisa teve por base os princípios da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os referenciais Curriculares de Contagem-MG no que tange ao raciocínio geográfico, ao aprofundamento do pensamento espacial e às competências e habilidades atreladas ao ensino básico. São ainda referências conceituais as concepções dos circuitos econômicos (Santos, 2004), as configurações territoriais (Haesbaert, 2024), as potencialidades da economia local (Dowbor, 2022) e a relevância do mapeamento na formação de “um leitor consciente da linguagem cartográfica” (Almeida; Passini, 2023, p. 21).


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