Valoração dos serviços ecossistêmicos do Parque Estadual do Sumidouro: mensuração contingente dos turistas e da comunidade local

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A valoração constitui uma ferramenta fundamental para subsidiar a formulação de políticas públicas ambientais e orientar o gerenciamento sustentável dos recursos naturais. Este estudo propôs estimar o valor dos serviços ecossistêmicos fornecidos pelo Parque Estadual do Sumidouro (PESU), unidade de conservação de proteção integral situada na Área de Proteção Ambiental (APA) Carste Lagoa Santa, no estado de Minas Gerais. Para atingir esse objetivo, foi adotado o Método de Valoração Contingente (MVC), por meio da análise da Disposição a Pagar (DaP) de dois grupos sociais: turistas e comunidades do entorno. Os resultados indicaram que 62% dos moradores locais não demonstraram disposição financeira para contribuir com a conservação do parque. Entre aqueles que declararam DaP positiva, a média foi de R$ 22,09, resultando em um valor ambiental estimado de R$ 1,830.052,80 por ano. Por sua vez, a DaP média dos turistas foi de R$ 33,56, gerando um valor ambiental anual estimado em R$ 17,399.299,00. A diferença entre os valores atribuídos pelos grupos reflete, em grande medida, os conflitos históricos vinculados ao processo de criação do parque, os quais ainda reverberam entre os moradores do entorno. Os achados reforçam a relevância ambiental e social do PESU, oferecendo subsídios técnicos que podem orientar políticas públicas e ao fortalecimento da relação entre a unidade de conservação e a comunidade local. Ademais, os resultados indicam o potencial do parque para o desenvolvimento do turismo sustentável, contribuindo para a valorização e preservação desse patrimônio natural.


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