Dinâmica da acidez e disponibilidade de micronutrientes em diferentes usos do solo
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Resumo
A composição da cobertura vegetal do solo e o manejo da terra influenciam diretamente a ciclagem dos elementos químicos e é um fator chave para a biogeoquímica do solo e para o comportamento dos nutrientes. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, com arranjo fatorial 4 x 3, totalizando 36 unidades experimentais. Foram avaliadas quatro áreas distintas: Mata Atlântica nativa, floresta plantada de Eucalipto, café irrigado e sistema agroflorestal, com amostras coletadas em três profundidades. O objetivo principal foi analisar o impacto das práticas de manejo sobre atributos químicos como pH, teor de alumínio trocável (Al³+), cobre (Cu²+), ferro (Fe²+), manganês (Mn²+) e zinco (Zn²+). Os resultados demonstram que o manejo agrícola, especialmente a calagem e a adubação, altera significativamente a química do solo. A área de café irrigado, que recebeu calagem, apresentou o pH mais elevado e a total neutralização do Al³+, além de maiores concentrações de Cu²+, Mn²+ e Zn²+. Em contrapartida, as áreas de floresta, sem manejo, exibiram pH mais baixo e elevados níveis de Al³+. O teor de ferro foi menor na floresta nativa, possivelmente devido ao menor teor de argila. A pesquisa conclui que o manejo do solo é um fator determinante na fertilidade, ressaltando a importância de práticas agronômicas como a calagem e a reposição de nutrientes para a sustentabilidade da produção em solos tropicais, com a necessidade de monitoramento contínuo para evitar a toxicidade por excesso.
