Avaliação residual da mistura dos herbicidas sulfentrazone+diuron no solo

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As plantas daninhas causam prejuízos significativos à produção agrícola, sendo o uso de herbicidas uma das principais estratégias de controle. No entanto, a persistência desses produtos no solo pode ocasionar efeitos residuais indesejáveis. Diante disso, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito residual da mistura de herbicidas sulfentrazone + diuron no solo, ao longo do tempo em diferentes dosagens e textura de solos, visando compreender sua persistência e os impactos sobre culturas subsequentes. Os experimentos foram conduzidos em campo e em casa de vegetação no município de São João Evangelista–MG, utilizando sorgo (Sorghum vulgare) como planta bioindicadora. As doses avaliadas foram (175+350), (350+700) e (525+1050) g ha⁻¹ do princípio ativo dos herbicidas, com coletas de solo nas profundidades de 0–10 e 10–20 cm, realizadas de 3 a 273 dias após a aplicação (DAA). Os resultados indicaram que a fitotoxicidade e a redução da matéria seca do sorgo aumentaram com o incremento das doses e foram mais persistentes em solo argiloso, com efeitos observados até 273 DAA, na maior dose. Em solo arenoso, verificou-se maior mobilidade dos herbicidas, com sintomas de intoxicação em camadas mais profundas, influenciados pela precipitação acumulada de 246 mm. As análises cromatográficas confirmaram a presença remanescente dos herbicidas ao longo do perfil do solo. Conclui-se que o comportamento residual da mistura sulfentrazone + diuron é fortemente influenciado pela dose aplicada e pela textura do solo, determinando maior persistência e retenção em solos argilosos e maior potencial de lixiviação em solos arenosos.


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