Significado paleoambiental dos arquivos fluviais na Bacia do Córrego da Contagem, Serra do Espinhaço Meridional (MG)

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de Carvalho, Alex

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Abstract

Watersheds constitute fundamental units for the integrated analysis of geomorphological and hydrological processes, especially in mountainous regions, where structural control and high flow energy strongly condition the organization of fluvial systems. In the Serra do Espinhaço Meridional, these processes result in a high diversity of fluvial landforms and erosion and sedimentation patterns, still poorly investigated in small catchments. In this context, this study aimed to analyze the geomorphological and hydrogeomorphological dynamics of the Córrego da Contagem watershed (Minas Gerais, Brazil), with emphasis on morphometric characterization, identification of fluvial depositional levels and evaluation of organic matter in fluvial deposits. The methodology included a literature review, morphometric analysis, geomorphological mapping, field surveys and laboratory analyses of total organic carbon. The results indicate a watershed under strong structural control, with predominantly straight channels, low sinuosity indices, predominance of vertical incision and high fluvial energy. Two depositional levels were identified in the upper course and one terrace and a floodplain in the middle/lower course, highlighting the influence of local base levels on the longitudinal organization of the valley. Morphometric parameters also reveal a moderately rugged relief, with strong altimetric compartmentalization and significant potential for erosive processes. Higher accumulation of organic matter was observed in the most recent fluvial deposits, associated with lower-energy environments and greater geomorphological stability. It is concluded that the fluvial deposits of the watershed consistently record the recent environmental evolution of the Serra do Espinhaço Meridional.


Resumo

As bacias hidrográficas constituem unidades fundamentais para a análise integrada dos processos geomorfológicos e hidrológicos, especialmente em regiões montanhosas, onde o controle estrutural e a elevada energia dos fluxos condicionam a organização dos sistemas fluviais. Na Serra do Espinhaço Meridional, esses processos resultam em elevada diversidade de formas fluviais e padrões de erosão e sedimentação, ainda pouco estudados em pequenas bacias. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo analisar a dinâmica geomorfológica e hidrogeomorfológica da bacia do Córrego da Contagem (MG), com ênfase na caracterização morfométrica, na identificação de níveis deposicionais fluviais e na avaliação da matéria orgânica nos depósitos fluviais. A metodologia envolveu revisão bibliográfica, análise morfométrica, mapeamento geomorfológico, trabalhos de campo e análises laboratoriais de carbono orgânico total. Os resultados indicam uma bacia sob forte controle estrutural, com canais predominantemente retilíneos, baixos índices de sinuosidade, predomínio de incisão vertical e elevada energia fluvial. Foram reconhecidos dois níveis deposicionais no alto curso e um terraço e uma planície fluvial no médio/baixo curso, evidenciando a influência dos níveis de base locais na organização longitudinal do vale. A morfometria revela ainda relevo moderadamente rugoso, com forte compartimentação altimétrica e potencial significativo para processos erosivos. Observou-se maior acúmulo de matéria orgânica nos depósitos fluviais mais recentes, associados a ambientes de menor energia e maior estabilidade geomorfológica. Conclui-se que os depósitos fluviais da bacia registram de forma consistente a evolução ambiental recente da Serra do Espinhaço Meridional.

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