Índice de risco potencial de fogo (PFIv2), na prevenção de incêndios florestais: estudo de caso no Parque Nacional da Serra da Canastra
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Resumo
Os incêndios florestais são problemas enfrentados em Unidades de Conservação do Brasil, causando impactos ambientais, sociais e materiais, nas áreas atingidas. O Parque Nacional da Serra da Canastra, localizado no sudoeste do estado de Minas Gerais, faz parte do bioma cerrado que vem sofrendo pressões antrópicas nos últimos anos. Em relação aos incêndios florestais que ocorrem na Unidade de Conservação, a maior parte são incêndios criminosos, que atingem extensas áreas, resultando como consequências danos a toda biodiversidade do Parque. O fogo faz parte do bioma cerrado, no entanto incêndios florestais fora do controle comprometem a estrutura dos ecossistemas. Na gestão dos incêndios em Unidades de Conservação, deve-se implantar medidas e ferramentas de prevenção e controle. No Parque Nacional da Serra da Canastra, algumas medidas vêm sendo empregadas, ferramentas de prevenção como: manejo integrado do fogo, implantação de aceiros, sistemas de informação geografia (SIG). Com o intuito de agregar mais uma metodologia no processo de gestão a incêndios florestais do parque, propõe-se nessa pesquisa a utilização de um Índice de Risco Potencial de Fogo, o (PFIv2), implementado com o Índice de Haines em que mediante os fatores e variáveis climatológicas, o tipo de vegetação e uma correção do fator latitude, calculou-se o risco de fogo diário, pela susceptibilidade a propagação de focos de calor e ocorrência de incêndios florestais. A metodologia utilizada no desenvolvimento da pesquisa, consistiu em realizar o cálculo do risco de fogo diário para o período de 2001 a 2018, verificando as médias mensais e anuais, produzindo mapas, confrontando os resultados obtidos com a ocorrência de focos de calor, extensão de áreas queimadas e as condições climatológicas locais e regionais, bem como a análise estatística do modelo utilizado, a fim de validar o mesmo. Elaborou-se um Plano de Contingência a Incêndios Florestais, para a área regularizada do Parna Canastra, com o intuito de registrar as ações e medidas a serem tomadas no combate a incêndios florestais. Concluiu-se que os resultados obtidos pelo cálculo do PFIv2, corroboraram com os valores de focos de calor e áreas queimadas no intervalo de estudo, bem como, com a análise de regressão do modelo utilizado, validando o índice de risco potencial de fogo, demonstrando que o PFIv2 pode ser uma ferramenta eficaz a ser utilizada com os demais métodos de gestão aplicados no Parque Nacional da Serra da Canastra.
