Condicionantes socioeconômicos e ambientais associados à geração de resíduos sólidos dos serviços de saúde em municípios de Minas Gerais
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Resumo
Com o acelerado e crescente processo de geração dos Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSSS), municípios de menor porte se deparam com limitações na gestão desse tipo de resíduo que podem comprometer a preservação ambiental e a qualidade da saúde pública. Portanto, esse estudo teve como objetivo analisar a relação entre variáveis políticas, sociais, econômicas e ambientais do desenvolvimento de municípios localizados em Minas Gerais com a geração de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde. Estudo do tipo exploratório, observacional e transversal utilizando dados secundários, extraídos de fontes governamentais e registrados em 2016, de 41 municípios de pequeno porte populacional, e se referem a 25 variáveis distribuídas em seis dimensões: Política de Gestão de RSU, Política de Gestão de RSSS, Demográfica, Social, Econômica e Ambiental. Utilizou-se como método de análise dos dados a Análise de Regressão Linear Múltipla e a Análise de Cluster com as variáveis resultantes da primeira análise. Chegou-se a cinco variáveis (das dimensões: Política de Gestão de RSU, Política de Gestão de RSSS e Social) de maior relação linear com a variável resposta massa de geração de RSSS (Kg/hab./ano), através da modelagem de Regressão Linear Stepwise com o Critério de Informação Akaike. Os resultados mostraram que o município ao possuir Plano Municipal de Saneamento Básico é capaz de reduzir a produção dos RSSS em um valor médio de 0,94 kg por habitante/ano; o aumento de 1% na Cobertura de Coleta Direta do Resíduo Sólido Domiciliar pode promover uma redução de 5,28 Kg/hab./ano na geração dos RSSS; o aumento de 1% na Cobertura de serviços da Atenção Básica a Saúde, resulta em uma redução média de 2,99 Kg/hab./ano de RSSS gerados. Já o aumento de 1% no recolhimento da Taxa de Gestão dos RSSS pode aumentar em média 1,83 Kg/hab./ano na geração dos RSSS; e a melhoria do IDHM em 0,01 é capaz de gerar um aumento médio de 21,31 Kg/hab./ano de RSSS. Na Análise de Cluster os indicadores de maior relação linear são da dimensão Política de Gestão dos RSU foram os mais considerados na constatação de similaridades entre os municípios. Concluiu-se que indicadores das dimensões Política de Gestão dos RSU, Política de Gestão dos RSSS e Social, utilizados para avalias políticas públicas municipais, podem ser empregados no processo de planejamento para prever e intervir na massa de geração de RSSS (kg/hab./ano) otimizando sua gestão.
