Diagnóstico e proposição de diretrizes quanto a boas práticas construtivas e de manutenção para jardins de chuva: estudo de caso do município de Belo Horizonte – MG
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Resumo
O crescimento da população urbana sem o devido planejamento e gestão do espaço resultou no acréscimo de superfícies impermeáveis que, com a construção de edifícios, residências, vias públicas e passeios, provocou a diminuição do volume de infiltração das águas pluviais e no aumento do volume e da velocidade do escoamento superficial. Buscaram-se então técnicas compensatórias de drenagem urbana, como exemplo, os jardins de chuva, para auxiliar o sistema de drenagem urbana convencional no manejo do escoamento superficial e mitigação das inundações e alagamentos. Assim, é importante realizar estudos nesta temática, haja vista que não foram identificadas pesquisas abordando os jardins de chuva de Belo Horizonte, município adotado como referência para este estudo. Nesse sentido, foram propostas diretrizes quanto a boas práticas para a construção e a manutenção dos jardins de chuva implantados pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (PBH). Para isso, realizou-se o diagnóstico por meio das visitas in loco aos sete jardins de chuva selecionados para esta pesquisa, em dias com e sem evento chuvoso, além da aplicação de um questionário a alguns moradores que participam do programa Adote um Jardim de Chuva da PBH, para avaliar a percepção e opinião destes quanto à conservação, manutenção e suporte por parte da prefeitura. Nas visitas a campo, foi identificada uma variação no tipo de entrada do dispositivo, a falta de sarjeta em algumas vias públicas onde se localiza o jardim de chuva, a ausência de vegetação em algumas partes da superfície do dispositivo, inclusive com caso de erosão. Observou-se também um baixo volume do escoamento superficial captado pela entrada dos sete jardins de chuva, resultando no acúmulo de água pluvial antes de sua entrada e no desvio do escoamento superficial pela parte externa da estrutura do dispositivo. Assim, com a identificação dos pontos que precisam de melhorias nos dispositivos, foram formuladas diretrizes quanto à disposição da estrutura na via pública, à captação do escoamento superficial, à altura da região da lâmina d’água, à declividade superficial do jardim de chuva, à manutenção, sinalização e monitoramento dos dispositivos e suporte por parte da PBH aos adotantes.
