Avaliação da tratabilidade do chorume produzido no aterro sanitário “Marcelo Reis Arantes”, no município de Formiga – MG.

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Devido ao fato de o chorume ter compostos orgânicos e inorgânicos com características biodegradáveis e recalcitrantes, composição física, química e biológica complexa e variável, requer um tratamento adequado e que seja condizente com suas características, sendo que propostas de tratamento que utilizam apenas processos biológicos podem não ser eficientes, necessitando da combinação de processos físico-químicos. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo avaliar a evolução da tratabilidade do chorume produzido no Aterro Sanitário Municipal “Marcelo Reis Arantes”, no município de Formiga – MG, no período de 2010 a 2020, bem como realizar a proposição de métodos físico-químicos de pós-tratamento para esse chorume. O aterro sanitário foi inaugurado em 2009 e tem vida útil de 21 anos, sendo que o mesmo está localizado na comunidade rural de Serrinha, a aproximadamente 8 km do centro do município. Por meio da revisão sistemática, foram analisados vários estudos que utilizaram processos físico-químicos para tratamento de chorume, os quais apresentam compostos recalcitrantes, com resultados positivos e negativos oriundos das aplicações das técnicas. Realizou-se a caracterização quali-quantitativa e temporal do chorume produzido no Aterro Sanitário Municipal “Marcelo Reis Arantes”, no município de Formiga – MG, visando avaliar a evolução da tratabilidade ao longo dos 11 anos de operação desse aterro sanitário. Após a aplicação de análises estatísticas, observou-se que as variáveis DBO e DQO (saída) apresentaram aumentos significativos ao longo dos anos e que, apesar de o sistema estar apresentando eficiência de remoção de tais variáveis, a partir de 2015 e 2011, respectivamente, não conseguiu mais reduzir as concentrações de DBO e DQO e atender à legislação ambiental. Foi evidenciado que está ocorrendo o decaimento da eficiência do sistema de tratamento existente. Dessa forma, recomendou-se a construção do 2º Módulo de Tratamento de Chorume e também a adoção de processos físico-químicos em seu tratamento. A relação DQO/DBO, na maioria dos anos, esteve maior ou igual a 3,0, indicando que o chorume já requer cuidado na escolha do processo biológico para seu tratamento, entretanto o chorume já apresenta uma tendência de caminhar para uma relação maior do que 5,0. Por fim, o trabalho resultou em um produto técnico, uma planilha dinâmica com a finalidade de organizar o banco de dados do aterro sanitário, realizar o monitoramento ambiental e possibilitar o acompanhamento da evolução ao longo dos anos do tratamento do chorume e das condições do corpo hídrico receptor.


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