Hidrologia e drenagem urbana na prevenção e mitigação de riscos hidrológicos em Belo Horizonte – MG: análise de sensibilidade e diagnóstico da eficiência de jardins de chuva como solução baseada na natureza

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O município de Belo Horizonte - MG, devido à sua topografia acidentada e altos índices de precipitação e impermeabilização do solo, enfrenta desafios significativos relacionados aos riscos hidrológicos, como inundações e alagamentos. Neste contexto, os jardins de chuva surgem como uma solução sustentável, baseada na natureza, promovendo a retenção e a infiltração das águas pluviais, e reduzindo, por consequência, o escoamento superficial. Este estudo analisou a eficiência hidrológica dos jardins de chuva implantados na Regional Norte de Belo Horizonte, a partir de uma análise de sensibilidade que considerou variáveis como índices de precipitação, taxa de infiltração do solo, área do dispositivo, borda livre, área de contribuição e coeficiente de escoamento superficial. Para isso, foram realizadas simulações computacionais utilizando planilhas de modelagem. Os resultados das análises de sensibilidade e das simulações hipotéticas realizadas demonstraram que, embora os jardins de chuva sejam eficazes na retenção de volumes consideráveis de águas pluviais – alcançando eficiência acima de 40% em quase todos os casos analisados, e chegando até mesmo em 100% em alguns –, sua eficiência é evidentemente afetada por fatores como dimensionamento incorreto (especialmente quanto à área de contribuição), manutenção inadequada, acúmulo de resíduos, declividade do terreno onde está implantado e variações na intensidade das chuvas. Já o diagnóstico no município de Belo Horizonte revelou que as estruturas implantadas têm eficiência pouco expressiva, sendo inferiores a 15% nos cenários observados, uma vez que são insuficientes para atender grandes áreas, da forma como estão dispostos. Conclui-se que, para maximizar os benefícios dessa técnica compensatória, é fundamental adotar uma abordagem integrada, que envolva planejamento urbano, manutenção contínua dos dispositivos, monitoramento de dados, engajamento da comunidade local na conservação desses espaços e incentivos para que sejam implantados diretamente nas residências, áreas comerciais e industriais, principalmente e localidades onde a taxa de permeabilidade seja baixa.


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