Monitoramento orbital da regeneração pós-incêncio no cerrado

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Este estudo aborda a dinâmica de incêndios e a subsequente regeneração da vegetação no bioma Cerrado, focando em como a frequência de queimadas afeta a resiliência e recuperação do ecossistema. Utilizando imagens de satélite do sensor MODIS para um período de 22 anos (2001-2023), avaliamos a extensão das áreas queimadas, a frequência de incêndios e a eficácia dos processos de regeneração da vegetação pós-queima. A análise revela que aproximadamente 60% da área total do Cerrado foi afetada por incêndios, com anos específicos, como 2007, 2010 e 2012, apresentando um número elevado de fragmentos de áreas queimadas. Além disso, observamos que as medidas de prevenção de incêndios em Unidades de Conservação, como a criação de aceiros e a proibição do uso do fogo, têm levado a um aumento na carga de combustível e, consequentemente, a incêndios mais frequentes e severos. O estudo também investiga a relação entre a área queimada e a fragmentação dos incêndios, estacando a influência de fatores como condições climáticas e práticas de manejo do solo. A análise de regeneração, baseada no número de fragmentos e na área total queimada, indica que, embora a resiliência do Cerrado permaneça alta sob um critério de 80% de regeneração, há uma preocupação emergente quanto à capacidade de regeneração completa, especialmente considerando um limiar de 95%. Os resultados sugerem que, apesar dos frequentes incêndios, a capacidade regenerativa do Cerrado pode estar diminuindo, potencialmente devido à perda de nutrientes do solo após sucessivos eventos de queima. Este estudo pode ser utilizado para o desenvolvimento de estratégias de manejo e intervenções destinadas a garantir a preservação e sustentabilidade deste importante bioma, ressaltando a complexidade de enfrentar desastres naturais em meio às mudanças climáticas.


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