Os valores civilizatórios africanos e indígenas nas práticas de fortalecimento da cultura de paz nas escolas brasileiras

Abstract

Focusing on debates on promoting a culture of peace as a response to confronting violence in Brazilian schools, this article seeks to present that values similar to those proposed by the cul-ture of peace are already present in the cultures of African and indigenous peoples but which need to be taught and experienced in schools in Brazil as a factor for social transformations. The proposal of the article advocates the centrality of civilizational values originating in Africa, which differ from the anti-racism that is of the Western category and is related to values that permeate diversity, community, respect for nature, and all the beings that make it up; in other words, they are essential for rethinking social and ethnic-racial relations to follow paths that can overcome the violent practices that are conceived by the hegemonic limitations of the stan-dard curriculum, which is extremely Eurocentric. As a result, the article warns that the culture of peace is directly linked to laws 10.639/2003 and 11.645/2008 since the social and collective purpose of peace is connected to confronting the inequalities that maintain violence and revolve around the racial issues that mark the historical-social process of Brazil.


Resumo

Com enfoque nos debates de promoção de cultura de paz como resposta ao enfrentamento das violências nas escolas brasileiras, este artigo, busca apresentar que valores semelhantes ao que propõe a cultura de paz já estão presentes nas culturas dos povos africanos e indígenas, mas que precisam ser ensinados e vivenciados nas escolas do Brasil como fator para transformações sociais. A proposta do artigo advoga na centralidade de valores civilizatórios originários de África - que se difere do antirracismo que é da categoria ocidental - e está relacionado a valores que permeiam a diversidade, a comunidade, o respeito pela natureza e todos os seres que a compõem, ou seja, são essenciais para repensar as relações sociais e étnico-raciais a fim de trilhar caminhos que possam superar as práticas violentas que são concebidas pelas limitações hegemônicas do currículo padrão eurocentrado ao extremo. Como resultado, o artigo alerta que a cultura de paz está diretamente ligada às leis 10.639/2003 e 11.645/2008 uma vez que o pro-pósito social e coletivo de paz está conectado ao enfrentamento das desigualdades que mantém as violências e giram em torno das questões raciais que marcam o processo histórico-social do Brasil.

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