Análise da morbidade hospitalar de Bambuí e região
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Resumo
Este estudo analisou comparativamente a morbidade hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) em nove municípios da região Centro-Oeste de Minas Gerais (Arcos, Bambuí, Córrego Danta, Córrego Fundo, Formiga, Iguatama, Medeiros, Pains e Tapiraí), abrangendo o período de janeiro de 2010 a dezembro de 2025. Utilizou-se uma abordagem quantitativa baseada em dados secundários do SIH/SUS (DATASUS) focando nos Capítulos I (Algumas Doença Infecciosas e Parasitárias), IX (Doenças do Aparelho Circulatório) e X (Doenças do Aparelho Respiratório) da CID-10. Os dados foram normalizados por 1.000 habitantes, aplicando-se o teste de Qui-quadrado (α=0,05) e o cálculo de Risco Relativo (RR). No período, registraram-se 56.378 internações hospitalares acumuladas. As doenças circulatórias representaram a maior carga absoluta regional (23.367 casos), com maior risco concentrado em Tapiraí (RR = 1,8035), cenário associado à estrutura etária e senescência populacional. Para as infecções respiratórias (17.622 casos), Tapiraí também liderou o risco (RR = 1,6700). Nas doenças infecciosas (15.389 casos), houve forte associação de dependência geográfica (X² = 3.586,88), com destaque crítico para Bambuí, com taxa expressiva e risco elevado (RR = 2,0419), indicando vulnerabilidades socioambientais e queda nas coberturas vacinais históricas. Conclui-se que o perfil de adoecimento é heterogêneo e condicionado pelos Determinantes Sociais da Saúde, evidenciando o papel estratégico da Atenção Primária na prevenção de agravos e na otimização da gestão em saúde pública.
