Perdas de amônia por volatilização de fertilizantes convencionais, estabilizados e de liberação controlada na cultura do milho
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Resumo
O nitrogênio (N) é responsável por aumentos expressivos na produtividade do milho, entretanto, as taxas de aproveitamento desse nutriente são baixas, sobretudo quando se opta pelo uso da ureia como fonte de N na adubação de cobertura. Visando reduzir as perdas de N por volatilização pela ureia, novas tecnologias têm sido desenvolvidas pela indústria de adubos nitrogenados, incluindo os fertilizantes de liberação lenta, controlada ou estabilizados. Assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência dos adubos em reduzir as perdas de N por volatilização de diferentes fontes nitrogenadas utilizadas na adubação de cobertura do milho safrinha cultivado sob os sistemas de plantio direto e convencional. O experimento foi instalado em delineamento de blocos casualizados em esquema fatorial 7x2, sendo o controle e 6 fontes de nitrogênio (ureia perolada, ureia com inibidor de urease (N-(n-butil) tiofosfórico triamida - NBPT), ureia contendo cobre e boro, ureia contendo enxofre, nitrato de amônio e sulfato de amônio) e 2 sistemas de plantio (plantio direto e plantio convencional), com 3 repetições, totalizando 42 parcelas experimentais. Todos os fertilizantes foram aplicados na dose de 150 kg ha-1 de N em cobertura e o tratamento controle (sem aplicação de N em cobertura). As variáveis avaliadas foram as perdas de nitrogênio na forma de amônia (N-NH3) durante o período de 29 dias. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias agrupadas por meio do teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. A ureia + Cu + B foi o fertilizante que apresentou as maiores perdas acumuladas de N por volatilização no sistema de plantio convencional e a ureia + Cu + B e a ureia perolada no sistema de plantio direto. Portanto, a ureia + Cu + B foi menos eficiente em ambos os sistemas de cultivo. Dentre as ureias, a ureia + S + polímero, apresentou maior eficiência na redução das perdas de N-NH3. As perdas de N-NH3 no sistema de plantio direto foram superiores às verificadas no sistema de plantio convencional.
