Eficiência de coberturas mortas no controle de plantas daninhas na cultura da alface (Lactuca sativa) em ambiente protegido
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Resumo
A interferência de plantas daninhas constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento e à produtividade da alface cultivada em solo, especialmente em sistemas que buscam reduzir o uso de herbicidas. A adoção de coberturas vegetais tem se destacado como alternativa sustentável, uma vez que contribui para a supressão de plantas daninhas, conservação da umidade do solo e melhoria das condições edáficas, além de possibilitar o aproveitamento de resíduos agropecuários disponíveis regionalmente. Nesse contexto, tais coberturas apresentam potencial técnico e econômico para sistemas de cultivo convencional e orgânico. Neste sentido, o presente trabalho objetivou avaliar a eficiência de diferentes coberturas vegetais na supressão de plantas daninhas e seus efeitos sobre o crescimento e a produção da alface Crespa Grand Rapids TBR (Lactuca sativa). Os tratamentos avaliados foram: casca de café, serragem de madeira, palhada de grama-esmeralda, ausência de cobertura com capina manual e ausência de cobertura sem capina. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – Campus São João Evangelista, em delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições e cinco tratamentos. As variáveis analisadas foram: teor de clorofila das folhas (TCF), diâmetro da cabeça (DC), número de folhas (NF), massa fresca da parte aérea (MFPA), massa seca da parte aérea (MSPA) e eficiência da cobertura vegetal (ECV) na supressão de plantas daninhas. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P ≤ 0,05). O tratamento com capina manual apresentou os maiores valores para todas as variáveis produtivas, com MFPA de 531,1 g, MSPA de 35,3 g, DC de 56,0 cm e TCF de 31,1 SPAD. As coberturas vegetais com casca de café, serragem e grama apresentaram desempenho intermediário, com MFPA variando de 226,6 a 250,7 g e MSPA entre 18,5 e 21,2 g, além de elevada eficiência na supressão de plantas daninhas, com ECV superior a 85%. O tratamento sem cobertura e sem capina apresentou os menores valores produtivos, com MFPA de 64,5 g e ECV de 0%. Os resultados indicam que o uso de coberturas vegetais é eficiente na redução da infestação de plantas daninhas e promove crescimento satisfatório da alface, apresentando-se como alternativa sustentável ao manejo manual intensivo.
