Uso de trichoderma spp. como potencial biocontrolador da antracnose da soja
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Resumo
A soja é uma das principais culturas plantadas no Brasil, considerada a commodity agrícola de maior importância econômica global. Entre os fatores que limitam a produção da cultura no Brasil, se destacam as doenças fúngicas, como a antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum truncatum, que pode gerar perdas de até 100% na produção, caso não sejam adotadas medidas de controle adequadas. O uso de agentes de biocontrole de doenças de plantas vem se desenvolvendo nas últimas décadas, sendo uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável ao controle químico. Dentre estes organismos, destaca-se o gênero Trichoderma, com muitas espécies potencialmente antagonistas e diversos mecanismos de ação contra fitopatógenos. Diante do exposto, o objetivo desse trabalho foi avaliar isolados de Trichoderma spp. no controle in vitro de C. truncatum. Os experimentos foram realizados utilizando seis isolados das espécies T. koningiopsis, T. asperellum e T. harzianum contra um isolado de C. truncatum. O antagonismo foi avaliado por meio do método de pareamento de culturas e produção de metabólitos voláteis inibitórios. O crescimento das colônias fúngicas foi mensurado aos 7 e 12 dias após a montagem de ambos os testes para a determinação da porcentagem de inibição de crescimento micelial (PIC). No teste de pareamento de culturas, o grau de antagonismo dos isolados de Trichoderma spp. também foi determinado de acordo com uma escala de notas. Pela avaliação da escala de notas, todos os isolados de Trichoderma spp. obtiveram notas maiores que zero e menores ou iguais a três, classificando-os como potenciais antagonistas a C. truncatum, com destaque ao isolado TR-25 (T. asperellum) que obteve nota 1, considerado de máxima eficiência no controle do patógeno in vitro. Quanto a capacidade de inibição do crescimento micelial de C. truncatum, analisada no teste de médias, os isolados TR-96, TR-14 e TR-25 se destacaram por inibirem 56,52%, 51,26% e 51,04%, respectivamente, pelo método de pareamento de culturas. Na avaliação da inibição por produção de metabólitos voláteis, foi possível observar diferença na inibição do crescimento do C. truncatum, através do biocontrole exercido pelos isolados de Trichoderma spp. Os isolados TR-35 (T. koningiopsis) e TR-155 (T. harzianum) se destacaram, apresentando percentuais de inibição de crescimento micelial do patógeno de 30,16% e 23% no 7° dia e 37,56% e 26% no 12° dia, respectivamente, superiores ao restante dos isolados avaliados.
