Altura dominante como impulsionador estrutural dos perfis de diversidade efetiva na Amazônia brasileira
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Resumo
Compreender como a estrutura florestal molda a biodiversidade continua sendo um desafio central na ecologia tropical, mas os quadros preditivos que ligam perfis contínuos de diversidade a atributos em nível de povoamento são limitados. Apresentamos o Modelo de Diversidade Estrutural de Hill (SHDM), uma abordagem não linear inovadora que prevê a diversidade efetiva (números de Hill) a partir da altura dominante das árvores nas florestas amazônicas brasileiras. Utilizando dados do Inventário Florestal Nacional de três estados amazônicos para parametrização (559 conglomerados; 133.121 fustes) e validação independente em seis estados adicionais (455 conglomerados; 102.005 fustes), avaliamos formulações hierárquicas com complexidade estrutural crescente. A SHDM integra dois processos ecológicos: saturação assintótica da diversidade com complexidade do dossel (179 espécies efetivas por 0,8 ha) e modulação do decaimento da diversidade impulsionada pela altura ao longo da série de Hill (= 0,42). Florestas mais altas mantêm maior diversidade e apresentam declínio mais lento sob o crescente domínio ecológico, resultando em maior uniformidade e estabilidade estrutural. Entre as ordens de diversidade, o índice de Simpson (q = 2) apresentou o desempenho preditivo mais consistente. Validação externa confirmou forte generalização entre tipos heterogêneos de floresta amazônica. A altura dominante das árvores emergiu como um forte motor estrutural de padrões eficazes de biodiversidade, apoiando sua aplicação em análises baseadas em sensoriamento remoto. A SHDM fornece uma estrutura parcimoniosa que unifica a diversidade estrutural e composicional para monitoramento e conservação escaláveis da biodiversidade.
