Avaliação da qualidade da água da Bacia do Rio Formiga, utilizando macroinvertebrados bentônicos como bioindicadores.
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Resumo
Os afluentes têm sofrido modificações em diversas escalas locais, regionais e espaciais, devido às interferências antrópicas. As comunidades bentônicas presentes nos ecossistemas aquáticos respondem aos impactos ambientais, refletindo a qualidade da água, por isso são excelentes bioindicadoras. Diante do contexto, o biomonitoramento é uma ferramenta eficaz, uma vez que associado ao monitoramento tradicional resulta em um diagnóstico completo da qualidade da água. Neste sentido, o trabalho teve como objetivo realizar um estudo da composição e estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos na bacia do rio Formiga. Para alcançar esses objetivos, foram testadas as seguintes hipóteses: a estrutura da comunidade dos macroinvertebrados bentônicos se difere espacialmente na bacia do rio Formiga em função da qualidade da água e se há diminuição da riqueza taxonômica de boa qualidade de água nos pontos amostrais próximos da cidade, devido o lançamento de efluentes domésticos e industriais. Foram realizadas sete campanhas de coletas (quatro na estação chuvosa e três na estação seca) dos macroinvertebrados e de parâmetros físico-químicos da água pelo período de um ano (outubro/ 2019 a outubro 2020). Também foi aplicado o Protocolo de Avaliação Rápida (PAR). Para análise dos dados foram aplicados índices bióticos e métricas de diversidade, similaridade e abundância. Foram coletados 10.076 organismos, distribuídos em 57 taxas. A bacia do rio Formiga no trecho amostrado, apresentou água de qualidade boa à qualidade ruim, os parâmetros químicos que tiveram a maior variação foram oxigênio dissolvido, nitrogênio e condutividade elétrica, a jusante e a montante do perímetro urbano. A parâmetros físicos dividiu o trecho amostrado em duas áreas, uma mais natural (pontos a montante do perímetro urbano) e uma área impactada (no centro e a jusante do perímetro urbano). A comunidade bentônica também apresentou sua estrutura e composição diferentes nos pontos que compreendiam a área natural quando comparada com a área impactada. Os resultados mostraram a importância de utilizar o biomonitoramento de macroinvertebrados como bioindicadores da qualidade ambiental em ecossistemas aquáticos como o rio Formiga. O biomonitoramento junto às rotinas realizadas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), possibilitando um melhor diagnóstico do ambiente bem como das respostas do ecossistema às diferentes intervenções na bacia. Sugere-se ainda a necessidade de aumentar esforços para recuperação, preservação e conservação do rio Formiga no perímetro urbano.
