
Submissões Recentes
A inclusão dos estudantes com transtorno do espectro autista na educação básica:Limites,desafios e perspectivas a partir da formação docente
Santos, Lubna Emília Lourenço dos; Teixeira, Meryene; Santos, Lidiane
A pesquisa analisa a preparação, a formação e as condições de atuação dos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) no atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em instituições públicas de Bambuí/MG, incluindo o ensino regular e o TELECENTRO João Apolinário de Oliveira. Também investiga como a educação inclusiva e o TEA são abordados na formação inicial oferecida pelo curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do IFMG – Campus Bambuí.
O estudo fundamenta-se nos princípios da Educação Inclusiva e na legislação brasileira vigente, adotando uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo. Foram aplicados questionários aos professores do AEE e realizada análise documental do Projeto Pedagógico do Curso de Ciências Biológicas.
Os resultados indicam que os professores do AEE possuem formações diversificadas, predominantemente em Pedagogia, complementadas por pós-graduações e cursos voltados à Educação Especial e ao TEA. Observa-se compromisso profissional e utilização de práticas inclusivas, como adaptações curriculares, recursos visuais, tecnologias assistivas e atendimento individualizado. Entretanto, evidenciam-se limitações na oferta de formação continuada por parte do poder público, levando muitos docentes a buscarem capacitações com recursos próprios, o que contribui para sobrecarga profissional.
Também foram identificadas fragilidades na articulação intersetorial entre educação, saúde e assistência social, comprometendo a efetividade das ações inclusivas. No contexto escolar, destacam-se desafios relacionados à adequação do ambiente físico, especialmente quanto à organização dos espaços, à redução de estímulos sensoriais e à criação de ambientes que favoreçam a regulação emocional, aspectos essenciais para a aprendizagem e o bem-estar de estudantes com TEA.
A análise da formação inicial em Ciências Biológicas revelou que, embora o currículo contemple disciplinas voltadas à diversidade e às tecnologias educacionais, ainda há lacunas no aprofundamento específico sobre TEA, AEE e práticas inclusivas no ensino de Ciências. Conclui-se que a efetivação da inclusão escolar de estudantes com TEA exige o fortalecimento da formação inicial e continuada dos professores, maior integração entre profissionais do ensino regular e do AEE, investimentos em políticas públicas intersetoriais e melhorias nas condições estruturais das escolas, visando à promoção de uma educação pública inclusiva e de qualidade social.
Automação do atendimento ao cliente em pequenos negócios com agentes de IA NO-Code : estudo experimental
Galdino, Cleverson José Murta; Almeida, André Luís Barroso
Este estudo investiga a viabilidade da implantação de agentes de Inteligência Artificial em pequenos negócios, com foco no desenvolvimento de um agente inteligente para atendimento ao público. A proposta incorpora funcionalidades como agendamento de compromissos, negociação de preços e execução de estratégias de marketing, fundamentada na filosofia no-code, que visa democratizar o acesso à tecnologia por meio de interfaces intuitivas, sem necessidade de codificação avançada. A pesquisa baseia-se em revisão bibliográfica e desenvolvimento experimental, com a construção de um agente funcional e a realização de testes aplicados em diferentes cenários de atendimento. O agente foi desenvolvido utilizando um modelo replicável e de fácil atualização, visando facilitar sua adaptação a diferentes contextos de negócio. O trabalho busca oferecer subsídios práticos e conceituais para orientar a adoção de soluções de IA em contextos empresariais de pequeno porte, contribuindo para a transformação digital e a ampliação da competitividade desses empreendimentos.
Percursos formativos de estudantes negros/as: conquistas e desafios das políticas de ações afirmativas e assistência estudantil na Educação Profissional e Tecnológica
Jorge, Cristiana; Moura, Heleniara Amorim; Silva, Johnisson Xavier; Tavares, Marie Luce; Oliveira, Pablo Menezes; Rodrigues, Solange
O presente estudo tem por objetivo debater um pouco dos percursos formativos de estudantes negras e negros a partir das conquistas e desafios das políticas de ações afirmativas e assistência estudantil na educação profissional, científica e tecnológica. As políticas escolhidas para esta investigação estão no contexto de desigualdades raciais presentes na realidade brasileira, fruto do racismo estrutural, o qual expropria direitos sociais essenciais à população brasileira que carrega no corpo a marca da sua diferença. A pesquisa tem natureza aplicada e abordagem qualitativa. A primeira etapa da metodologia constituiu-se a partir de uma revisão de literatura de autores diversos para fundamentar a discussão teórica sobre temas como racismo, identidade racial, negritude, educação profissional, científica e tecnológica, políticas de educação, ação afirmativa e assistência estudantil. Para tanto, pautou-se em obras de diferentes intelectuais, entre eles, Florestan Fernandes, Silvio Almeida, Kabengele Munanga, Lélia Gonzalez, Clóvis Moura, Sueli Carneiro, Abdias do Nascimento, Nilma Lino Gomes, Dante Moura e Marise Ramos. A segunda etapa da pesquisa foi composta por aplicação de questionários socioeconômico e de realização de entrevistas individuais com estudantes negros e negras do ensino médio integrado ingressantes por ação afirmativa racial. A análise visa, sobretudo, contextualizar a presença desses estudantes na EPT e discutir os seus percursos formativos, assim como o racismo estrutural e a formação para o mundo do trabalho. Como resultado, aponta-se um breve histórico de conquistas e desafios da inclusão, permanência e formação integral de estudantes negros/as para o mundo do trabalho na EPT, buscando possibilidades de aprimoramento dessas políticas a partir do fortalecimento da assistência estudantil e de sua articulação com os Núcleos de Pesquisas e Extensão Afro-Brasileiros, Indígenas e afins, assim como o estabelecimento de uma política de comunicação institucional com a comunidade externa.
Entre a autoridade e a inspiração: estudo sobre os estilos de liderança na percepção dos servidores públicos municipais
Pinto, Laryssa Ranyere Pereira da Costa; Silva, Cleiton Martins Duarte da; Barros, Francis Marcean Resende; Penha, Pedro Xavier da
Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre os estilos de liderança transacional e transformacional e a satisfação no trabalho dos servidores públicos municipais. Para isso, foi aplicada uma pesquisa quantitativa, de caráter descritivo, utilizando-se um questionário estruturado composto por indicadores de liderança e satisfação. Obteve-se respostas de 110 servidores públicos de um município mineiro de pequeno porte. Os dados foram analisados por meio da Análise Fatorial Exploratória (AFE), Análise Fatorial Confirmatória (AFC) e Modelagem de Equações Estruturais (PLS-SEM). Os resultados evidenciaram que ambos os estilos de liderança apresentam resultados positivos e consideráveis sobre a satisfação no trabalho, sendo a liderança transformacional a que apresentou maior efeito. O modelo apresentou variância explicada moderada (R² ajustada = 0,377), indicando que as dimensões da liderança respondem a satisfação dos servidores. O estudo contribui para a compreensão da dinâmica da liderança na administração pública municipal e oferece subsídios para o aprimoramento das práticas de gestão, reforçando a importância da formação e capacitação dos líderes.
Os desafios da liderança feminina em altos cargos corporativos
Cantamissa, Giovanna Silva; Penha, Pedro Xavier da
Este estudo teve como objetivo compreender os principais desafios enfrentados por mulheres em cargos de liderança em diferentes setores organizacionais. A pesquisa caracteriza-se como aplicada, com abordagem qualitativa, natureza descritiva e uso da Análise Temática como técnica de interpretação, fundamentada em entrevistas semiestruturadas com oito líderes. Os resultados mostraram que, para alcançar posições de comando, as mulheres ainda precisam apresentar maior qualificação e enfrentar barreiras estruturais associadas ao “teto de vidro” e ao “labirinto de vidro”, além do questionamento constante da autoridade e da sobrecarga provocada pela dupla jornada. Também foi possível identificar que as participantes adotam estilos de liderança baseados em empatia, diálogo e colaboração, o que fortalece as equipes e contraria o modelo patriarcal de gestão. As narrativas evidenciaram ainda que raça, maternidade, classe social e diversidade sexual intensificam desigualdades, reforçando a necessidade de políticas organizacionais com perspectiva interseccional. Conclui-se que promover lideranças femininas não é apenas uma questão de representatividade, mas de transformação estrutural e ética no ambiente corporativo.
