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Acompanhamento das doenças respiratórias bovina na fase de recria
Carvalho, José Victor Marques de; Bertonha, Cândice Mara
A doença respiratória bovina (DRB) é um complexo composto por pneumonias e broncopneumonias sendo essas as de maior relevância, culminando em atrasos de desenvolvimento, alta prevalência e altas taxas de mortalidade nos rebanhos. Este trabalho teve como objetivo detectar e acompanhar a DRB na fase de recria. Foram avaliados oito bovinos, entre machos e fêmeas, com idade entre 16 e 19 meses, da raça Girolando, no período de 10 meses, por meio da ultrassonografia pulmonar, exame físico, pesagem e escore de condição corporal. Estes animais foram acompanhados em estudo prévio que avaliou alterações pulmonares por meio de exames ultrassonográfico, físico e hematológicos, do nascimento ao desmame, totalizando 84 dias, em que todos os oito animais independentemente da técnica, foram positivos para DRB. Neste estudo, 100% dos animais foram positivos no teste ultrassonográfico, pelo menos em algum momento das avaliações; 25% na auscultação pulmonar; 81% apresentaram as lesões entre o 4° e 6° espaços intercostais; 69% das lesões foram localizadas no pulmão direito. Além de ser possível constatar que os animais tiveram aumento significativo no ganho de peso, mas foi observado que os bovinos tiveram prejuízo ou menor ganho de peso nos mesmos momentos em que houve maior incidência de casos de DRB. Com os resultados a pesagem mostrou ser uma boa ferramenta para monitorar o desenvolvimento dos animais associada com o exame ultrassonográfico como técnica diagnóstica de maior eficácia na detecção de DRB.
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Influência da proteína sérica do colostro na vida de bezerras: impactos na desmama, imunidade, sanidade e desenvolvimento
Fonseca, João Vitor Damasceno; Vargas, Renison Teles; Natel, Andressa Santanna
O colostro bovino representa a primeira secreção mamária pós-parto, sendo fundamental para a transferência de imunidade passiva em bezerras recém-nascidas. A qualidade e quantidade das proteínas séricas presentes no colostro influenciam diretamente diversos aspectos da vida produtiva dos animais, incluindo a idade ideal para desmama, o desenvolvimento do sistema imunológico, a resistência a doenças e o crescimento geral. Este trabalho objetivou revisar a literatura científica sobre a influência das proteínas séricas do colostro no desenvolvimento de bezerras, abordando os principais impactos na saúde e produtividade animal. A metodologia consistiu em revisão bibliográfica de artigos científicos, teses, dissertações e livros técnicos publicados entre 2000 e 2024. Os resultados demonstram que bezerras que recebem colostro de alta qualidade, com concentrações adequadas de imunoglobulinas (principalmente IgG), apresentam melhor desempenho zootécnico, menor incidência de doenças e maior peso à desmama. A falha na transferência de imunidade passiva (FTIP) está associada ao aumento da mortalidade neonatal, maior susceptibilidade a infecções respiratórias e digestivas e retardo no desenvolvimento corporal. Conclui-se que o manejo adequado do colostro é fundamental para garantir a viabilidade econômica da criação de bezerras, sendo necessário estabelecer protocolos específicos para avaliação da qualidade do colostro e monitoramento da transferência de imunidade passiva.
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Oscilações da marcha de equinos mensuradas por acelerometria: evidências preliminares para a individualização da equoterapia no IFMG Bambuí
Santos, Jennifer Araújo dos; Moreira, Simone Magela; Cardoso, Marcos Rogério Vieira; Oliveira, Maria Clara de Moura
A equoterapia ofertada pelo IFMG – Campus Bambuí era realizada, até então, com cavalos selecionados por critérios observacionais, sem padronização biomecânica objetiva da marcha. Este estudo piloto teve como objetivo mensurar as oscilações da marcha de equinos utilizados nas sessões, por meio de acelerometria triaxial acoplada à sela, gerando parâmetros para a individualização terapêutica. Cinco equinos adultos foram avaliados durante 60 segundos de deslocamento (30s ao passo e 30s ao trote), com registro das acelerações nos eixos X (ânteroposterior), Y (latero-medial) e Z (ventro-dorsal). A instrumentação mostrou-se viável em ambiente real de atendimento e permitiu identificar perfis de oscilação específicos para cada animal, bem como maior amplitude de movimento no trote em relação ao passo em todos os eixos. Essas diferenças interindividuais e entre andamentos configuram evidências preliminares de que a caracterização biomecânica da marcha pode subsidiar a escolha do cavalo mais adequado ao objetivo terapêutico de cada praticante, contribuindo para uma equoterapia mais padronizada e orientada por dados. Segundo a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE Brasil), o cavalo ideal apresenta passo ritmado, cadenciado e tridimensional, capaz de promover estímulos proprioceptivos e vestibulares relevantes à reabilitação funcional, auxiliando na modulação do tônus muscular e na redução de déficits nas atividades de vida diária e instrumentais. Propõe-se a ampliação amostral e a validação estatística dos parâmetros obtidos em investigações subsequentes.
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Curva do PH bucal de equinos alimentados com dieta à base de silagem de baixo amido
Lima, Laura Cecília Bernardo; Bertonha, Cândice Mara; Raposo, Vinícius Silveira; Barezani, Amanda Soriano Araújo
A silagem de capim-mombaça acrescida de casquinha de soja tem se apresentado como uma opção de volumoso conservado para equinos, especialmente em substituição à silagem de milho, contudo, seu impacto na saúde bucal ainda é desconhecido. Objetivou-se avaliar a curva do pH bucal de 12 éguas da raça Mangalarga Marchador alimentadas com silagem de capim Panicum maximum cv. Mombaça acrescida de casquinha de soja durante 90 dias. Foram realizadas coletas mensais com aferição do pH por meio de fita colorimétrica. Os animais foram submetidos ao jejum total de três horas, iniciando-se com a aferição do valor basal (MB) e seguido do fornecimento de 500 gramas de silagem de capim-mombaça acrescida de casquinha de soja. Após cinco minutos, foi realizada a mensuração do pH bucal (M0) e repetida em 10 (M10), 30 (M30) e 60 (M60) minutos após o consumo. No primeiro mês observou-se redução significativa (p<0,05) do pH bucal após a ingestão da dieta (7,75) quando comparado ao MB (8,5), mas com retorno aos valores basais em M10 (8,42). A segunda coleta apresentou aumento significativo (p<0,05) do pH bucal em M0 (10), retornando ao valor basal (MB = 9) em M10 (9) e em M30 (9), mas aumentando de forma significativa (p<0,05) novamente em M60 (10). Por fim, no terceiro mês houve a ausência de diferença dos valores de pH ao longo de 60 minutos, permanecendo em pH 10 por toda a coleta. A média do pH bucal basal de equinos Mangalarga Marchador foi de 9 após a ingestão de silagem de capim-mombaça acrescida com casquinha de soja. A reduzida taxa de amido presente na silagem permitiu que a saliva e o biofilme atuassem regulando as quedas transitórias de pH durante a digestão intraoral. Portanto, conclui-se que a silagem elevou significativamente (p<0,05) o pH bucal após a ingestão ao longo dos meses. Desse modo, os ingredientes do volumoso conservado avaliado não demonstraram caráter cariogênico, podendo, sob esta ótica, serem utilizados de forma segura em substituição à silagem de milho.
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Efeitos de diferentes programas de treinamento na frequência cardíaca de potros da raça mangalarga marchador
Oliveira, Brunelle Luiza de; Raposo, Vinícius Silveira
O exercício físico desempenha papel fundamental no desenvolvimento e no condicionamento de equinos atletas, especialmente durante a fase jovem, período caracterizado por intensas adaptações fisiológicas. Nesse contexto, a frequência cardíaca constitui uma variável amplamente utilizada para a avaliação da resposta cardiovascular ao exercício. Objetivou-se, com o presente estudo, avaliar o efeito de diferentes programas de exercício sobre a dinâmica da frequência cardíaca de potros jovens ao longo de um período experimental de 56 dias. Os animais foram distribuídos em quatro tratamentos, conforme a frequência semanal de exercício, e avaliados nos momentos inicial (D0), intermediário (D28) e final (D56). A avaliação da capacidade cardiorrespiratória foi realizada por meio do teste de esforço padrão, e as mensurações da frequência cardíaca foram realizadas em repouso (basal) e durante quatro fases do exercício, sendo elas: passo, marcha lenta, marcha rápida e desaquecimento. Os dados foram submetidos à análise de variância, e as médias, comparadas pelo teste de Tukey, adotando-se nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram ausência de efeito significativo dos tratamentos e do tempo experimental sobre a frequência cardíaca em todas as condições avaliadas (p > 0,05). Conclui-se que, nas condições experimentais adotadas, as frequências semanais de exercício não foram suficientes para promover adaptações cardiovasculares mensuráveis, indicando que a intensidade, o volume e a progressão do estímulo são determinantes para a indução de respostas fisiológicas em equinos jovens.