
Submissões Recentes
O papel do reator RH na desgaseificação do aço: uma revisão sistemática de literatura
Silva, Igor Railander Gabriel da; Ferreira, Carlos Roberto
A necessidade de se desenvolver aços com um nível de limpidez cada vez mais elevado é um fato irrefutável do mundo atual. Para a fabricação de aços capazes de responderem adequadamente às solicitações demandadas, é imperativo que a presença de gases dissolvidos como hidrogênio, nitrogênio e oxigênio sejam diminutas, pois tais elementos comprometem de sobremaneira parâmetros fundamentais do material — tenacidade e resistência a fadiga são dois exemplos. Os aços ultrabaixo carbono, dentre eles os interstitial free — uma subclasse dos ultrabaixo carbono — têm imprescindível aplicação na indústria de eletrodomésticos (chapas para geladeiras e lavadoras), de embalagens (latas e recipientes metálicos), automotiva (peças complexas como portas e capôs), construção civil (perfis dobrados e telhas) e de eletrônicos (dispositivos que requerem extraordinário acabamento superficial após conformação). O processo de desgaseificação Ruhrstahl Heraeus, ou simplesmente reator RH, é uma referência no meio metalúrgico no que tange à desgaseificação a vácuo. Tal processo foi o foco de estudo deste trabalho por meio de uma abrangente revisão de literatura focada nos princípios de funcionamento do reator e nos mecanismos atrelados a desgaseificação. Através do exame de nuances de processos inerentes ao RH — como desidrogenação, desnitrogenação, descarburação e desoxidação — por intermédio de estudos científicos, evidenciou-se a importância desse desgaseificador (em termos de eficiência) em um trâmite tão imperioso do processo de fabricação de aços: o refino secundário.
Palavras-chave: RH. Desgaseificação a vácuo. Refino secundário. Produção de aço.
Avaliação do comportamento ingestivo de equinos em consumo de dois suplementos
Oliveira, Lucas Rodrigo de Moura; Raposo, Vinícius Silveira; Berezani, Amanda Soriano Araújo; Magalhães , Hitallo Eduardo de
Objetivou-se, com o presente trabalho, avaliar a aceitação e o comportamento ingestivo de equinos diante da oferta de dois suplementos alimentares distintos, com e sem resíduo de milho como indutor de consumo. Foram utilizados seis equinos adultos, distribuídos em um delineamento com medidas repetidas do tipo crossover, no qual cada animal foi exposto sequencialmente aos três tratamentos experimentais: Tratamento 0 (ração controle, sem suplemento), Tratamento 1 (ração + Suplemento 1) e Tratamento 2 (ração + Suplemento 2). Os animais foram observados por uma hora após o fornecimento de cada refeição. Cada comportamento realizado foi monitorado a cada 5 minutos e foi contabilizado o total de tempo em cada comportamento ao final do período. As variáveis analisadas incluíram tempo de alimentação, ócio, consumo de água, interação social e micção. Os dados foram submetidos à análise de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e, posteriormente, as médias foram comparadas por teste de contraste de Mann-Whitney. As médias mensuradas no etograma não apresentaram diferença significativa (p>0,05). Esses resultados sugerem que a composição dos suplementos não influenciou o comportamento ingestivo dos animais. Conclui-se que a inclusão de subprodutos farelados como indutores de consumo não interfere no comportamento ingestivo de equinos em comparação a outras composições.
Condições biometeorológicas nas aulas de educação física escolar em Bambuí - MG
Silva , Sueli Ferreira Rocha da; Hudson, Alexandre Sérvulo Ribeiro
A crise climática tem ampliado os riscos à saúde humana, especialmente em atividades físicas realizadas ao ar livre. No contexto escolar, as aulas de Educação Física configuram um espaço sensível às condições ambientais, particularmente para crianças e adolescentes, cujo sistema de termorregulação ainda está em desenvolvimento. O presente estudo teve como objetivo analisar as condições climáticas e biometeorológicas durante as aulas de Educação Física no Instituto Federal de Minas Gerais, campus Bambuí, nos anos de 2024 e 2025. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória de caráter longitudinal, baseada em dados secundários provenientes da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia e da plataforma IQAir®. Foram analisadas variáveis climáticas (temperatura do ar, umidade relativa, radiação solar) e biometeorológicas, incluindo o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), Índice de Desconforto Térmico (IDT), Índice de Temperatura e Umidade (ITU), Índice de Calor (IC) e concentração de material particulado fino (MP2,5), considerando os horários das aulas. Os resultados indicaram que os períodos vespertinos, especialmente a partir das 13h, concentram as condições mais críticas, com valores elevados de temperatura, radiação solar e IBUTG, frequentemente classificados como de alto ou muito alto risco ao conforto e à saúde. Embora a qualidade do ar tenha permanecido dentro dos padrões nacionais, os níveis de MP2,5 superaram as diretrizes recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Conclui-se que as condições biometeorológicas e climáticas observadas demandam adaptações pedagógicas e organizacionais, visando à promoção da saúde, segurança e bem-estar no ambiente escolar.
Educação Física inclusiva: uma pesquisa bibliográfica (2015- 2025)
Lopes, Nicole Rosa de Sousa; Abrantes, Felipe Vinícius de Paula
A presente pesquisa teve como foco a Educação Física inclusiva no contexto escolar brasileiro; sua base metodológica foram as pesquisas sobre as transformações que ocorreram entre os anos de 2015 e 2025. O tema ganhou ainda mais relevância com o aumento de estudantes com deficiência matriculados na Educação Básica, demandando praticas pedagógicas mais acessíveis e formação docente voltada para a inclusão. A justificativa deste estudo baseia-se na importância de compreender os avanços, os desafios e as lacunas que ainda existem nas práticas inclusivas no âmbito das aulas de Educação Física, disciplina fundamental para o desenvolvimento motor, físico, cognitivo e emocional dos estudantes. Assim, o objetivo central foi pesquisar e analisar as produções acadêmicas relacionadas à Educação Física inclusiva, publicadas em revistas científicas da área, utilizando as abordagens cientométrica e bibliográfica. A metodologia usada é de natureza quanti-qualitativa, com levantamento bibliográfico em bases como SciELO, Google Acadêmico e Periódicos CAPES. Considerando artigos científicos, teses, dissertações e livros publicados entre 2015 e 2025, que abordam diretamente a inclusão escolar na Educação Física. A análise bibliométrica/cientométrica permitiu quantificar e interpretar a produção acadêmica, identificando autores, instituições, ano de publicação e sexo dos autores/autores principais. O estudo buscou contribuir com o avanço das práticas inclusivas, subsidiando professores, gestores e formuladores de políticas públicas com dados e reflexões que favoreçam a construção de uma escola mais democrática, participativa e acolhedora para todos.
Desafios da gestão do conhecimento em empresas juniores
Jesus, Leticia Niquini Andrade de ; Magalhães, Iaisa Helena ; Gonçalves, Demétrius; Quilice, Thiago Ferreira
O estudo investiga os principais desafios enfrentados pelas empresas juniores (EJs) na implementação de práticas eficazes de gestão do conhecimento, conjunto de práticas voltadas à criação, organização, compartilhamento e aplicação do conhecimento organizacional, considerando suas características estruturais, como alta rotatividade de membros, mandatos curtos e ausência de padronização documental. A pesquisa adota abordagem qualitativa e exploratória, utilizando entrevistas semiestruturadas com membros e ex-membros de EJs do Núcleo Vertentes. Os resultados evidenciam fragilidades na formalização de processos, perda de informações históricas, dependência excessiva do conhecimento tácito e dificuldades de continuidade organizacional. Também foram identificadas práticas formais e informais de gestão do conhecimento, embora insuficientes para garantir a preservação da memória institucional. O estudo aponta propostas de melhoria estruturadas em quatro eixos, sendo eles formalização, cogestão, cultura organizacional e práticas inovadoras, destacando a necessidade de consolidar mecanismos permanentes que assegurem o registro, compartilhamento e reaproveitamento do conhecimento, fortalecendo a maturidade organizacional e garantindo maior eficiência às EJs.
