Aspectos psicossociais e saúde mental no ambiente de trabalho da região do Alto Paraopeba

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Oliveira, Thais Zimovski Garcia de

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Abstract

Mental health in the workplace has gained prominence due to the increase in cases of stress, anxiety, and burnout within organizational environments characterized by pressure for results, task overload, and rigid hierarchical relationships. In this context, it is fundamental to understand how management practices influence the psychological well-being of workers and how they can contribute to healthier and more productive environments. The main objective of this research was to analyze the organizational factors affecting the emotional well-being of workers in the Alto Paraopeba region, considering organizational climate, leadership, professional recognition, and working conditions. The theoretical framework adopted addressed concepts of mental health, psychosocial risks, and factors associated with occupational illness, highlighting the influence of productivist structures, professional insecurity, gender inequalities, and the absence of institutional support. The discussion of the results, obtained through interviews with administrative professionals, revealed a predominance of feelings of devaluation, excessive pressure, job insecurity, and symptoms such as anxiety, stress, and emotional exhaustion. It was also observed that women reported more intense emotional impacts, evidencing structural inequalities in professional recognition. It was concluded that humanized management practices—based on recognition, dialogue, psychological support, and a balance between demands and capacities—are essential to prevent psychological illness and promote quality of life at work. Future studies are suggested to include other sectors, as well as longitudinal approaches regarding the effectiveness of organizational interventions focused on mental health.


Resumo

A saúde mental no ambiente de trabalho tem ganhado destaque em razão do aumento de casos de estresse, ansiedade e burnout em ambientes organizacionais marcados por pressão, por resultados, sobrecarga de tarefas e relações hierárquicas rígidas. Nesse contexto, torna-se fundamental compreender de que forma as práticas de gestão influenciam o bem-estar psicológico dos trabalhadores e como podem contribuir para ambientes mais saudáveis e produtivos. O objetivo principal desta pesquisa consistiu em analisar os fatores organizacionais que afetam o bem-estar emocional de trabalhadores da região do Alto Paraopeba, considerando o clima organizacional, a liderança, o reconhecimento profissional e as condições de trabalho. A fundamentação teórica adotada abordou conceitos de saúde mental, riscos psicossociais e fatores associados ao adoecimento laboral, destacando a influência das estruturas produtivistas, da insegurança profissional, das desigualdades de gênero e da ausência de suporte institucional. A discussão dos resultados, obtidos por meio de entrevistas com profissionais administrativos, revelou predominância de sentimentos de desvalorização, pressão excessiva, insegurança quanto à permanência no emprego e sintomas, tais como ansiedade, estresse e exaustão emocional. Observou-se, ainda, que mulheres relataram impactos emocionais mais intensos, evidenciando desigualdades estruturais no reconhecimento profissional. Concluiu-se que práticas de gestão humanizadas, baseadas em reconhecimento, diálogo, apoio psicológico e equilíbrio entre demandas e capacidades são essenciais para prevenir adoecimentos psíquicos e promover qualidade de vida no trabalho. Sugerem-se estudos futuros que incluam outros setores, como também abordagens longitudinais sobre a eficácia das intervenções organizacionais voltadas para a saúde mental.

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