Aspectos psicossociais e saúde mental no ambiente de trabalho da região do Alto Paraopeba
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Resumo
A saúde mental no ambiente de trabalho tem ganhado destaque em razão do aumento de casos de estresse, ansiedade e burnout em ambientes organizacionais marcados por pressão, por resultados, sobrecarga de tarefas e relações hierárquicas rígidas. Nesse contexto, torna-se fundamental compreender de que forma as práticas de gestão influenciam o bem-estar psicológico dos trabalhadores e como podem contribuir para ambientes mais saudáveis e produtivos. O objetivo principal desta pesquisa consistiu em analisar os fatores organizacionais que afetam o bem-estar emocional de trabalhadores da região do Alto Paraopeba, considerando o clima organizacional, a liderança, o reconhecimento profissional e as condições de trabalho. A fundamentação teórica adotada abordou conceitos de saúde mental, riscos psicossociais e fatores associados ao adoecimento laboral, destacando a influência das estruturas produtivistas, da insegurança profissional, das desigualdades de gênero e da ausência de suporte institucional. A discussão dos resultados, obtidos por meio de entrevistas com profissionais administrativos, revelou predominância de sentimentos de desvalorização, pressão excessiva, insegurança quanto à permanência no emprego e sintomas, tais como ansiedade, estresse e exaustão emocional. Observou-se, ainda, que mulheres relataram impactos emocionais mais intensos, evidenciando desigualdades estruturais no reconhecimento profissional. Concluiu-se que práticas de gestão humanizadas, baseadas em reconhecimento, diálogo, apoio psicológico e equilíbrio entre demandas e capacidades são essenciais para prevenir adoecimentos psíquicos e promover qualidade de vida no trabalho. Sugerem-se estudos futuros que incluam outros setores, como também abordagens longitudinais sobre a eficácia das intervenções organizacionais voltadas para a saúde mental.
