Oscilações da marcha de equinos mensuradas por acelerometria: evidências preliminares para a individualização da equoterapia no IFMG Bambuí

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A equoterapia ofertada pelo IFMG – Campus Bambuí era realizada, até então, com cavalos selecionados por critérios observacionais, sem padronização biomecânica objetiva da marcha. Este estudo piloto teve como objetivo mensurar as oscilações da marcha de equinos utilizados nas sessões, por meio de acelerometria triaxial acoplada à sela, gerando parâmetros para a individualização terapêutica. Cinco equinos adultos foram avaliados durante 60 segundos de deslocamento (30s ao passo e 30s ao trote), com registro das acelerações nos eixos X (ânteroposterior), Y (latero-medial) e Z (ventro-dorsal). A instrumentação mostrou-se viável em ambiente real de atendimento e permitiu identificar perfis de oscilação específicos para cada animal, bem como maior amplitude de movimento no trote em relação ao passo em todos os eixos. Essas diferenças interindividuais e entre andamentos configuram evidências preliminares de que a caracterização biomecânica da marcha pode subsidiar a escolha do cavalo mais adequado ao objetivo terapêutico de cada praticante, contribuindo para uma equoterapia mais padronizada e orientada por dados. Segundo a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE Brasil), o cavalo ideal apresenta passo ritmado, cadenciado e tridimensional, capaz de promover estímulos proprioceptivos e vestibulares relevantes à reabilitação funcional, auxiliando na modulação do tônus muscular e na redução de déficits nas atividades de vida diária e instrumentais. Propõe-se a ampliação amostral e a validação estatística dos parâmetros obtidos em investigações subsequentes.


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