Diagnóstico da ictiofauna do rio Formiga – MG: subsídio para o biomonitoramento ambiental.

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Assuntos relacionados à questão hídrica são cada vez mais debatidos em congressos, fóruns e debates mundiais, pois, a poluição dos recursos hídricos vem crescendo em ritmo acelerado, necessitando de métodos que contribuam para que essa degradação seja percebida o quanto antes. Um método para essa percepção é o biomonitoramento utilizando bioindicadores ambientais, ou seja, avaliação da resposta aos impactos ambientais de espécies, populações e comunidades, no tempo e/ou no espaço. Com esse trabalho, objetivou-se diagnosticar a ictiofauna do rio Formiga e relacionar atributos dessa comunidade com a qualidade da água e do habitat, buscando assim, inferir sobre o potencial bioindicador desses organismos na bacia. Para alcançar esses objetivos, foram testadas quatro hipóteses: H1) o rio Formiga apresenta variação espacial da qualidade ambiental à montante e à jusante da malha urbana; H2) o rio Formiga apresenta variação temporal da qualidade da água nos períodos seco e chuvoso; H3) existem espécies de peixes no rio Formiga sensíveis à poluição, sendo essas bioindicadoras de qualidade ambiental; e H4) a assembleia de peixes do rio Formiga responde, de forma mensurável, à variação da qualidade da água do rio, sendo possível sua utilização como indicador ecológico. Foram realizadas 4 campanhas de coletas (duas na estação chuvosa e duas na estação seca) da ictiofauna e de parâmetros físico-químicos da água (condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH e temperatura) pelo período de um ano (de junho de 2018 a março de 2019). Também foi realizada a caracterização do ambiente físico através da aplicação de um protocolo. Foram calculados índices de diversidade, de qualidade integrado, de integridade biótica além do cálculo da CPUE e análise de espécies indicadoras. O rio Formiga, em todo o trecho amostrado, possui água de qualidade suficiente para a manutenção do ecossistema aquático, a maior variação foi na condutividade elétrica na área à jusante da malha urbana no período seco afetando a estrutura da comunidade nessa área. Porém, não houve diferenciação temporal clara nas demais variáveis. Já em termos de qualidade ambiental, o trecho amostrado apresentou uma área preservada à montante da cidade e uma área perturbada à jusante bem distintas. Neste trabalho, não foi possível classificar uma espécie indicadora de boa qualidade de água, mas ao analisar a estrutura da assembleia, principalmente em termos tróficos, observou que na área preservada foram encontradas espécies invertívoras e insetívoras, consideradas indicadoras de complexidade ambiental, enquanto que a alta abundância de onívoras na área degradada é um indicador de ambiente perturbado.


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