Influência dos métodos de desbrota no crescimento do eucalipto
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Resumo
O manejo da brotação em povoamentos de eucalipto conduzidos em regime de talhadia é determinante para o crescimento e produtividade dos fustes comerciais. Nesse contexto, a condução precoce da brotação destaca-se como uma prática capaz de otimizar o aproveitamento dos recursos de crescimento pelas plantas remanescentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da condução precoce da brotação em cepas de eucalipto sobre o crescimento do broto dominante (fuste comercial), em comparação com a condução tardia tradicional, após o quarto ano de crescimento, em um povoamento manejado em regime de talhadia no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), Campus São João Evangelista. O estudo foi conduzido em um povoamento seminal de um híbrido de Eucalyptus grandis × Eucalyptus urophylla, implantado em sistema silvipastoril, composto por quatro renques de linhas triplas de eucalipto, no espaçamento de 3 × 2 m dentro dos renques e 30 m entre renques. O experimento foi estabelecido em delineamento em blocos casualizados (DBC), com quatro blocos e dois tratamentos: T1 – condução precoce da brotação com cavadeira manual; e T2 – condução tardia da brotação com foice. As avaliações de crescimento foram realizadas aos 58 meses de idade, por meio das variáveis altura total (H), diâmetro à altura do peito (DAP), relação altura/diâmetro (H/DAP), área basal por hectare (BHA), volume médio individual (VMI) e volume por hectare (VHA). Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de médias (teste F e teste de Tukey, a 5% de significância), com auxílio de planilhas eletrônicas e do software R. Os resultados encontrados evidenciaram que, aos 58 meses de idade, as variáveis altura total (H) e relação altura/diâmetro (H/DAP) foram estatisticamente superiores nas plantas manejadas por meio da desbrota precoce. As análises estatísticas aplicadas às demais variáveis (diâmetro à altura de 1,3 m do solo, área basal por hectare, volume médio individual e volume por hectare) indicaram não haver diferenças significativas entre os tratamentos. Apesar disso, a constância dos ganhos percentuais observados na desbrota precoce em relação à desbrota tardia caracteriza um padrão silvicultural tecnicamente relevante, indicando que a antecipação da remoção dos brotos excedentes exerce efeito positivo sobre o crescimento dos fustes dominantes, com destaque para o incremento de 9,4% na área basal por hectare e de 9,0% no volume por hectare. Esses resultados representam uma contribuição técnica relevante ao demonstrar que a antecipação da remoção dos brotos excedentes estabelece um padrão silvicultural favorável ao crescimento dos fustes dominantes em povoamentos conduzidos por talhadia.
