Condições biometeorológicas nas aulas de educação física escolar em Bambuí - MG
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Resumo
A crise climática tem ampliado os riscos à saúde humana, especialmente em atividades físicas realizadas ao ar livre. No contexto escolar, as aulas de Educação Física configuram um espaço sensível às condições ambientais, particularmente para crianças e adolescentes, cujo sistema de termorregulação ainda está em desenvolvimento. O presente estudo teve como objetivo analisar as condições climáticas e biometeorológicas durante as aulas de Educação Física no Instituto Federal de Minas Gerais, campus Bambuí, nos anos de 2024 e 2025. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória de caráter longitudinal, baseada em dados secundários provenientes da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia e da plataforma IQAir®. Foram analisadas variáveis climáticas (temperatura do ar, umidade relativa, radiação solar) e biometeorológicas, incluindo o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), Índice de Desconforto Térmico (IDT), Índice de Temperatura e Umidade (ITU), Índice de Calor (IC) e concentração de material particulado fino (MP2,5), considerando os horários das aulas. Os resultados indicaram que os períodos vespertinos, especialmente a partir das 13h, concentram as condições mais críticas, com valores elevados de temperatura, radiação solar e IBUTG, frequentemente classificados como de alto ou muito alto risco ao conforto e à saúde. Embora a qualidade do ar tenha permanecido dentro dos padrões nacionais, os níveis de MP2,5 superaram as diretrizes recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. Conclui-se que as condições biometeorológicas e climáticas observadas demandam adaptações pedagógicas e organizacionais, visando à promoção da saúde, segurança e bem-estar no ambiente escolar.
