Análise espacial e temporal das comunidades microbianas do sedimento de leito do Rio São Francisco na região da Serra da Canastra em Minas Gerais.
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Resumo
Uma bacia hidrográfica forma-se através dos desníveis de terreno e por onde as águas pluviais escoam entre estes até o curso d’água principal, ou se infiltram formando lençóis freáticos e nascentes. Os ecossistemas naturais e as atividades antrópicas dependem dos serviços ambientais que são prestados pela bacia hidrográfica. Entretanto os rios sofrem com diversos impactos antrópicos, os quais trazem mudanças físico-químicas nas águas, o que reflete no uso e ocupação da terra. A Bacia Hidrográfica do São Francisco possui 639.219 km² de área de drenagem que tem uso múltiplo de suas águas para as mais diversas atividades, além de receber grande impacto antrópico. As principais fontes de poluição do Rio São Francisco são a indústria alimentícia, a extração de calcário, a agricultura, a pecuária, o esgotamento doméstico e os indícios de desmatamento de matas ciliares. A UPGRH, a que é denominada Bacia Hidrográfica do Alto São Francisco (SF1), sofre diversos tipos de pressões antrópicas que impactam diretamente na qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos. A SF1 é de maior importância para o monitoramento da qualidade ambiental, pois abrange as nascentes e seus primeiros afluentes cujo monitoramento periódico é feito com métodos tradicionais. Neste estudo, foram utilizadas as comunidades microbianas do sedimento do leito do rio para determinar a qualidade ambiental no SF1 sob três diferentes tipos de impactos antrópicos: (1) atividades de ecoturismo, (2) ocupação urbana e (3) atividades agrícolas tendo a nascente como controle. Diante disso, as comunidades microbianas do sedimento do leito do dia sofrem com essas ações e atividades antrópicas e tem suas estruturas modificadas, podendo assim ser utilizadas em estudos de qualidade ambiental. No primeiro artigo (capítulo 1), aborda-se a utilização de estrutura taxonômica e funcional de comunidades microbianas para determinar a influência dos usos da terra em sua comunidade e funcionalidade, onde se encontra grupos microbianos, candidatos a bioindicadores, organismos que devido a sua sensibilidade, podem indicar alterações no meio ambiente pela sua presença ou ausência. Comunidades microbianas do sedimento do leito do rio refletem em sua composição o uso da terra e podem ser ótimos bioindicadores No segundo artigo (capítulo 2), avalia-se, de forma temporal e espacial, a influência do uso da terra nas comunidades microbianas de sedimento de leito do rio São Francisco e, no capítulo 3, mostrou-se como os resultados podem ser utilizados em uma nova metodologia de análise de água usando a estrutura das comunidades como fonte de dados para os impactos antrópicos nos corpos d’água.
