Eficiência jurisdicional e pensamento administrativo: o papel da cultura organizacional na primeira instância

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Este trabalho analisa a eficiência jurisdicional do Poder Judiciário brasileiro a partir da perspectiva da Administração da Justiça e a abordagem Burocrática de Weber e o comportamento administrativo de Simon, com foco na cultura organizacional e na tomada de decisão no âmbito da primeira instância. Parte-se da compreensão de que a morosidade processual constitui um sintoma de fragilidades gerenciais e organizacionais, e não apenas um problema estrutural. A pesquisa adota uma abordagem teórico-analítica, fundamentada na Nova Gestão Pública e na teoria da racionalidade limitada de Herbert A. Simon, complementada por estudo de caso com observação não participante. Conclui-se que a ausência de uma cultura administrativa orientada à gestão compromete a eficiência da prestação jurisdicional, evidenciando a necessidade de incorporação do pensamento administrativo como meio de fortalecimento da eficiência judicial e do Estado de Direito.


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