Potencial fenólico de coprodutos da indústria madereira
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Resumo
O setor florestal gera diariamente grandes quantidades de resíduos nas diferentes etapas do processamento da madeira. Estes resíduos de biomassa madeireira, possuem em sua composição compostos químicos minoritários, os quais possuem potencial para serem utilizados no setor farmacêutico, alimentício, de cosméticos, entre outros. Diante disso, o objetivo desse trabalho foi a quantificação de fenóis totais em resíduos de uma madeireira. Foram obtidos resíduos de madeira em forma de maravalhas de Eucalyptus cloeziana, Pinus sp., Maniukara sp. (Parajú) e Parkia sp. (Faveiro), em uma madeireira localizada no município de Guanhães-MG. Após a coleta, as amostras foram levadas ao Laboratório de Tecnologia da Madeira do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, campus São João Evangelista, onde ficaram armazenadas no interior do laboratório em condições protegidas de umidade e radiação solar. Posteriormente, as amostras foram moídas em moinho de facas do tipo Wiley e peneirados com peneiras granulométricas de 40 e 60 mesh, para a determinação da umidade em base seca. Para a extração foram utilizados o equivalente a 600 mg de resíduos moídos em 30 mL de etanol 50% (v/v) em maceração a frio e agitação durante 4 horas. A curva de calibração foi preparada a partir das medidas de absorbância de solução padrão de ácido tânico. Os teores médios de fenóis totais nos resíduos de madeira foram comparados entre as espécies pelo teste Tukey a 5% de significância, com o emprego do software SISVAR. O resíduo madeireiro com maior potencial para extração de compostos fenólicos foi do Faveiro com 4,05% de fenóis totais, seguido pelo Parajú com 2,20%, Eucalipto com 1,78% e Pinus com 0,37%.
