Apreciação do Alopurinol no tratamento da leishmaniose canina: uma revisão sistemática

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A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma enfermidade sistêmica de relevância veterinária e em saúde pública, com o cão como principal reservatório doméstico. O alopurinol é amplamente empregado no manejo terapêutico da LVC, sobretudo em protocolos combinados; entretanto, persistem incertezas quanto ao seu perfil de segurança, especialmente em regimes de uso prolongado. Este estudo teve como objetivo sintetizar, por revisão sistemática, as evidências disponíveis sobre o uso do alopurinol em cães com LVC, com ênfase nos desfechos de segurança. Realizaram-se buscas nas bases Portal de Periódicos CAPES e PubMed, conforme PRISMA 2020, contemplando publicações entre janeiro de 2013 e dezembro de 2023. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 11 estudos foram incluídos, avaliando o alopurinol em monoterapia ou associado a outros fármacos. Devido à heterogeneidade metodológica, realizou-se síntese qualitativa dos achados. Em geral, os estudos sugerem perfil de segurança clínica favorável no curto e médio prazo, especialmente quando o alopurinol é utilizado em associação, com alterações renais e hepáticas frequentemente atribuídas à própria evolução da LVC. Eventos adversos relacionados ao metabolismo das purinas (como xantinúria e urolitíase por xantina) foram pouco investigados de forma sistemática, o que limita conclusões sobre risco em uso contínuo. Assim, as evidências disponíveis sustentam uso criterioso e monitorado, com acompanhamento clínico-laboratorial e urinário, particularmente em tratamentos prolongados.


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