Estudo da atuação do anticiclone subtropical do Atlântico Sul (ASAS) sobre o Parque Estadual do Rio Doce (PERD) e seu entorno
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Resumo
Este trabalho aborda uma análise sobre a climatologia do Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) sobre a região do Parque Estadual do Rio Doce (PERD) e seu entorno, perpassando a avaliação sazonal e decendial dos elementos climáticos umidade relativa do ar, pressão atmosférica e temperatura média, no período entre 2005-2015. Para realizar esta análise foram utilizados dados referentes às médias decendiais dos parâmetros climáticos das estações meteorológicas de Caratinga e Timóteo, pertencentes ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), além de Ipatinga e PERD, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ao espacializar os parâmetros climáticos foram elaborados cento e oito mapas decendiais, além de gráficos e o uso de setenta e dois mapas decendiais, com dados de reanálise do NCEP (National Center for Enviroment Prediction), correspondentes aos níveis de 200 hPa e 850 hPa, obtidos via portal do CDC/NOAA (Climate Diagnostic Center/National Oceanicand Atmospheric Administration) tendo em vista analisar a dinâmica atmosférica sobre a região do PERD e entorno. Análises sazonais e decendiais permitiram identificar cenários distintos envolvendo a atuação dos sistemas atmosféricos que exercem influência sobre a região. Os registros da estação seca demonstraram nos elementos climáticos uma reduzida variabilidade, marcada pelo decréscimo dos valores de umidade relativa e temperatura que estão ligados à elevação da pressão atmosférica. Neste período, a atuação dos mecanismos atmosféricos em altos níveis foi demarcada pelo recuo da Alta da Bolívia (AB) e avanço do Cavado do Nordeste (CN) sobre o continente sul-americano, já em baixos níveis, o ASAS manteve-se persistente com o seu centro posicionado sobre o oceano Atlântico e sua borda localizada sobre a região do PERD, na qual verificou-se a configuração de um bloqueio atmosférico no 3° decêndio de abril. Quanto à estação chuvosa, identificou-se que a umidade relativa e temperatura média demonstraram um acréscimo, enquanto a pressão atmosférica apresentou pequena oscilação sobre a variabilidade, marcada por redução na maioria dos decêndios nas cotas barométricas e ligeira elevação nos decêndios de janeiro e fevereiro. A dinâmica atmosférica, neste período, foi marcada por intensa atuação de mecanismos atmosféricos nos decêndios de janeiro e fevereiro, com a presença da AB em sua posição climatológica, além do CN que configurou a formação de um bloqueio atmosférico, no qual juntamente com a posição do ASAS, resultaram em movimentos subsidentes do ar seco. Salienta-se que a subsidência adiabática do ar reduziu os valores de pressão atmosférica e dos percentuais de umidade relativa do ar em plena estação chuvosa, além de elevação dos valores de temperatura. Tal fato, contribuiu para a formação de um veranico climático, à superfície.
